Constelador, também é constelado? Eu constelei!

Constelador

Sim, com certeza! Todos nós que trabalhamos com o outro de alguma forma devemos cuidar da nossa saúde mental, estudar e passar por supervisão. É muita coisa para guardar numa mente só!

Concordo plenamente com Bert Hellinger, o desenvolvedor das constelações familiares, quando ele diz que não devemos brincar de constelação. Não é diante de qualquer problema/dificuldade que devemos nos constelar. Não funciona assim. Pelo menos não para mim.

E antes que me perguntem, sim, é possível fazer autoconstelação. Você pode constelar na água, deixando que ela faça o trabalho de movimentação com os elementos escolhidos, ou com elementos ocultos, ou de outras formas. Mas eu particularmente não gosto de fazer isso, mas também não julgo quem faz!

Mas vamos lá, dividir a minha história com você…

Durante a minha formação em 2018 (caraca já se passaram 6 anos) e nos dois anos seguintes em que passei por especializações, passei por várias constelações. Fui constelado sobre uma variedade de assuntos e de muitas maneiras, por várias pessoas.

E nos anos seguintes eu sempre fazia uma constelação por ano, para olhar para algo específico. Mas não é esta história que quero contar hoje.

Dia destes, conversando com minha amiga Marcia Aguilheira. Ela me convidou para conhecer o seu trabalho e de suas sócias com as Constelações Familiares, pois segundo ela, a condução do trabalho era um tanto diferente do trabalho tradicional. Isso me deixou curioso. Intrigado talvez. E eu resolvi aceitar.

Com um café na mão, câmera do computador ligada, começamos a sessão. Juntou-se a nós sua sócia, a psicóloga Andreia. Tudo por vídeo conferência (Maravilhoso isso, né! Ah! E sim novamente para sua pergunta. Dá para constelar online). Por fim juntou-se a nós a terceira integrante desse trio maravilhoso: Marilene. O trabalho delas é feito assim, a 6 mãos. Nós quatro em uma sala virtual. Cada um num canto, em um lugar diferente. Eu, o constelado, e as três trabalhando na minha constelação. 

Definimos o tema e elas fazem uma anamnese (coleta dos dados e informações pertinentes do cliente, que no caso era eu). Com estas informações coletadas, elas começam a sentir o campo, a constelação propriamente dita. Se é que podemos chamar assim, pois elas trabalham com uma técnica chamada Visão Remota¹. 

Entendi logo no início que a constelação era apenas uma ferramenta dentro do trabalho delas. Elas usam os bonecos para “representar”, como acontece na constelação individual, porém elas sentem cada elemento como se estivessem em uma constelação em grupo, com pessoas representando. Não qualquer pessoas, mas os personagens da minha história.

Não no nível que nós costumamos sentir, pois elas conseguem (Márcia e Marilene) entrar em cada cena do assunto abordado, visualizar, sentir e até ouvir cada pessoa ali presente. E em uma amplitude e fidedignidades sem comparação. É inacreditável.

Inacreditável, não é bem o termo. Se eu não conhecesse bem a história, a minha história e os detalhes do que estava sendo constelado, eu diria que se trataria de uma experiência mediúnica.

A fidelidade dos fatos, das falas, dos atos, a riqueza de detalhes, é impressionante.

Enquanto Andreia, mais presente ali comigo, as guiava, Márcia e Marilene literalmente mergulhavam na minha história, sem eu dizer uma palavra para alimentar aquilo. É como se o passado congelasse em uma cena e ambas pudessem passear pela história coletando informações relevantes para o constelado, em uma profundidade de detalhes impressionante.

O sentimento de sentir o campo (energia do clã/família) já é incrível para qualquer constelador que constele em grupo. Porém, elas transitam de forma sensorial, sem a necessidade do grupo ou de elementos, trazendo fatos, sensações, histórias e curas. Muitas curas.

Que sensação incrível estar ali com elas. Quanta riqueza de informações (eu diria sensações, memórias).

Constelar é, em si, sempre uma experiência única, fantástica. Conseguir mergulhar a fundo na nossa história a ponto de conhecer as raízes dos nossos emaranhados (dificuldades/problemas/dores), mas com estas 3 tive que elevar a experiência ao seu máximo. É sair de um filme preto e branco e mergulhar no cinema 3D.

Encerrando

Ah, antes que eu me esqueça, a constelação foi um sucesso. Vi emaranhados que há tempos eram “dúvidas”, que me impediam de progredir em várias áreas da minha vida. Agora, compete a mim, com as informações que tive acesso, seguir o caminho da cura.

Encerro este texto agradecendo às minhas novas amigas: Márcia, Andreia e Marilene, pela experiência maravilhosa que me proporcionaram. Gratidão a vocês e à capacidade de vocês. Gratidão por se encontrarem e proporcionarem algo tão maravilhoso aos seus clientes. Gratidão!

Tiko Santos, Terapeuta e Constelador Sistêmico.

¹Wikipedia – A visão remota (VR) (em inglês: Remote viewing (RV)) é definida pela parapsicologia como a prática de se buscar impressões de um alvo distante e escondido da vista física, utilizando meios paranormais e extrassensoriais. A visão remota permitiria a um observador usar alguma capacidade paranormal para reunir informações de um determinado local, um objeto, lugar, pessoa, etc., que estaria longe da visão física do observador, preferencialmente separado do observador por uma grande distância. A “visão” seria a impressão pessoal adquirida pelo observador a respeito do assunto, e às vezes poderia ser registrada por outra pessoa. Seria semelhante à sensação que temos quando abrimos os olhos após uma noite de sono e tentássemos recordar sobre um sonho ocorrido durante este período. A visão remota clássica é feita em tempo real, embora alguns praticantes informem a possibilidade de cruzar a linha do tempo e ser remetido também ao passado ou futuro. Os defensores dizem que já existe prova experimental válida para esta técnica.

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