Jan 052018

Medo – com simples toque ele não existe mais

Você já teve ou tem medo de alguma coisa?

O medo é mais simples e corriqueiro do que pensamos. Todos nós sentimos ou sentiremos algum nível de desconforto com alguma coisa que nos amedronta. Pode ser altura, escuro, inseto, prova, futuro… não sei… mas confesso que eu também tenho meus medos.
Mas nos últimos 10 dias me deparei com duas situações inéditas para mim até hoje. Em uma reunião de amigos na minha casa um amigo confidenciou medo de escuro. E não é um medo qualquer. Tem nome e sobrenome. Ele não gosta de dormir no escuro, como o mesmo definiu e desde sempre. Uau… não achei que ouviria isso de um adulto. Ao indagar se gostaria de tratar sobre este desconforto ouvi que não era desconfortante. Que já havia se habituado a viver sempre com uma luzinha acesa. E eu acho aceitável isso do ponto de vista terapêutico. Acho que só devemos trabalhar aquilo que realmente nos incomoda. Atrapalha.
Mas aí resolvi que iria fazer rafting com tirolesa no final e lá fui eu… “o que todos julgam livre de medos”. E não foi bem assim. Junto comigo uma família com uma criança de 8 anos e outra de 12. Durante o rafting eu me senti muito bem. Não tenho problemas com água. Mas no final da brincadeira a coisa ficou séria e uma tirolesa de 100 m de extensão e sei-lá quanto de altura me aguardava.
Havia uma fila e fiquei ali no final dela de boa. Sem pensar muito no que iria fazer. Já os dois garotos optaram por não fazer e quando os indaguei me falaram que tinham medo. Perguntei à eles: e se eu tratasse seu medo? E os pais perguntaram como. Então expliquei que trabalhava com TFT e que não iria nem relar nos seus pequenos. E eles toparam fazer a sequência ali mesmo na fila. No meio da mata, no alto das margens.
Quando perguntei o nível de medo de 0-10 recebi como resposta 8 dos dois. E bastou uma rodada da sequência simples para que o sentimento ficasse pela metade: 4 de incômodo. Fiquei muito feliz e os pais maravilhados com o resultado. Perguntando-me o que aconteceu. Então expliquei que a TFT devolvia o fluxo energético para o corpo e isso poderia minimizar ou acabar com o pensamento de medo. Perguntei aos garotos se eles desejavam fazer mais uma vez e encarar a aventura e eles me disseram que já estavam bem satisfeitos com o resultado e que preferiam assistir nos aventurar. Me dei por satisfeito, pois acho que devemos ir onde nos sentimos confortáveis e não é preciso ir além (explico mais adiante).
Bom… era minha vez de provar a mim mesmo que também não tinha medo e 3… 2… 1… lá fui eu!!! Por cima do rio a mais de 10 metros de altura por mais de 100 metros de distância, ida e volta. A sensação de frio no estômago é inesquecível. Prazeirosa, posso dizer. Medo sim. Mas oportunidade igual a essa, sabe-se lá quando terei. E eu gosto de me desafiar. Experimentar. Me faz bem!
O medo é um sentimento maravilhoso! Foi ele que nos trouxe até aqui! Imagina nossos antepassados sem medo de dinossauros! Ou de tantas outras coisas… então o medo é um sentimento de sobrevivência. Nos mantém alertas para o “novo”, para o desconhecido. Aumenta nosso nível de adrenalina no sangue  nos mantem “vivos” em muitas circunstâncias.
O encanto da TFT está em poder tratar o medo até níveis racionais. E não extinguindo um extinto de sobrevivência. Por isso respeitei a vontade dos garotos. Eles não queriam enfrentar aquilo, só queriam estar bem com o fato. A TFT é mágica neste sentido. E mais, uma técnica maravilhosa que pode ser utilizada em qualquer lugar, sem qualquer necessidade prévia e sem o contato com o outro.
E ela pode ser eficiente para vários tipos de medos e até fobias severas. Além é claro, de muito eficiente para vários outros tipos de perturbações (vergonha, depressão, doenças em geral, crenças limitantes, traumas e por aí vai).
Tem vídeo sobre Medo no meu canal do YouTube
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