Segundo os setênios na antroposofia, somos como a lua. Temos várias fases e cada uma possui características diferentes. O conhecimento das etapas permite uma existência tranquila.
Dentro desse conceito, encontramos a Antroposofia, uma filosofia espiritual que oferece uma perspectiva única sobre o desenvolvimento humano ao longo da vida. Desenvolvida por Rudolf Steiner, a Antroposofia significa “conhecimento do ser humano” em grego. Ela nos ensina que para compreender o Universo, precisamos primeiro compreender a nós mesmos, já que todos nós fazemos parte e participamos do Universo. Nas palavras de Steiner, é “um caminho de conhecimento que deseja levar o espiritual da entidade humana para o espiritual do universo”.
A Antroposofia chegou ao Brasil antes da Segunda Guerra, e desde então tem sido estudada em diversas cidades do país, com São Paulo sendo um dos principais centros de estudo e prática.
Uma das fascinantes teorias dentro da Antroposofia é a dos “setênios”. Os setênios dividem a vida em fases de sete anos, refletindo a importância desse número em várias culturas e tradições. Deus criou o mundo em sete dias, temos sete dias na semana, sete planetas relacionados ao homem e sete metais. Os setênios, também chamados de “setênios do corpo”, revelam as complexidades de cada etapa da vida e como o corpo humano influencia as emoções e atitudes.
Primeiro Setênio (0-7 anos): Durante os primeiros sete anos, a ênfase está no desenvolvimento físico e na adaptação ao ambiente. A criança absorve influências herdadas dos pais, que são essenciais para sua formação. Aqui, a mãe desempenha um papel crucial, mesmo quando o pai está ausente.
Segundo Setênio (7-14 anos): É uma fase de amadurecimento emocional e social, com a troca de dentes e o desenvolvimento do coração e pulmões. A influência dos pais e professores é fundamental, pois orienta a conduta da criança.
Terceiro Setênio (14-21 anos): Nesta fase, ocorre a puberdade e uma crise de identidade. Os jovens buscam liberdade e reconhecimento como indivíduos únicos. A escolha da profissão e a busca por independência são temas importantes.
Quarto Setênio (21-28 anos): É o momento de experimentar limites. O corpo está no auge da vitalidade, e as decisões sobre carreira e vida pessoal são fundamentais. Não atingir objetivos pode causar frustrações.
Quinto Setênio (28-35 anos): Nesta fase organizacional, os questionamentos sobre o caminho escolhido na vida e a busca por significado são frequentes. A “crise dos 30” pode trazer angústia e a necessidade de uma jornada espiritual.
Sexto Setênio (35-42 anos): Caracterizado por uma crise de autenticidade, este setênio traz dúvidas sobre a realização pessoal e a busca por algo novo e interessante na vida.
Sétimo Setênio (42-49 anos): É um período de reflexão sobre relacionamentos, especialmente o conjugal e com os filhos. A busca pela harmonia e a necessidade de mudanças se destacam.
Oitavo Setênio (49-56 anos): Nesta fase, a audição espiritual e a busca por valores éticos e morais são essenciais. O estímulo ao cérebro e a preocupação com o tratamento do corpo se tornam fundamentais.
Nono Setênio (56-63 anos): Caracterizado pela sabedoria e pela intuição, este setênio é uma jornada espiritual profunda. É um período de reclusão e autoconhecimento.
Décimo Setênio (63-70 anos): Conhecido como a fase do mestre, este setênio é marcado pela luz interior e pela busca por um lugar no mundo. É um período de serenidade e sabedoria.
Cada setênio reflete uma fase única de nossa jornada de vida, e compreender essas etapas pode nos ajudar a navegar com mais consciência e equilíbrio por esse incrível processo de desenvolvimento humano. A Antroposofia, juntamente com a visão de Bert Hellinger sobre constelação familiar, nos convida a explorar as complexas interações entre nosso corpo, mente e espírito, buscando a harmonia e a compreensão em todas as fases da vida.
Se você deseja explorar mais profundamente as fases da vida de acordo com os setênios na Antroposofia, ou se está interessado em entender como a constelação familiar de Bert Hellinger se conecta a esses ciclos, convidamos você a se juntar a nós nessa jornada de autoconhecimento e crescimento pessoal. Descubra como esses insights podem enriquecer sua vida e relacionamentos.
Abrace a sabedoria dos setênios e a visão da constelação familiar, e comece a trilhar um caminho de autodescoberta e transformação. Estamos aqui para guiá-lo nessa jornada. Entre em contato conosco hoje mesmo. 🌟
Já parou para pensar qual é sua função como mãe/pai dos seus filhos? O que representam estes filhos na sua vida de forma profunda e sincera. Como você os está preparando para o futuro e o que você tem feito de modo mais amplo para que este futuro seja acolhedor para os seus filhos. Então, este texto se trata disso do nosso verdadeiro papel como pais, se trata de conscientizar que os filhos vão crescer, e vão passar por nós e levam da gente muito mais que as características físicas. Espero que aprecie a leitura, e que ela te faça pelo menos refletir.
Começo com uma pergunta inquietaste e desconfortável, já que vai mexer em um lugar que ninguém gosta: ”O que você vai SER quando SEU FILHO crescer?”.
A pergunta, não está errada, nós estamos habituados a responder, e também a fazê-la para nossos filhos e outras crianças assim: “o que você vai ser quando crescer?”
Você mesma já deve ter respondido ela um milhão de vezes para os adultos que te cercavam quando era criança. E também, já deve ter feito a mesma pergunta para seus filhos e outras crianças (sobrinhos, amiguinhos dos filhos).
O que você respondia quando te faziam esta pergunta? Você se lembra? Se você se lembra, quem você se tornou hoje, está próximo daquele desejo infantil? O que já até chegou a ser um sonho.
O duro é que a vida já deu muitas voltas, não é mesmo? Jogou duro com a gente e com os nossos sonhos. Tão duro, que deve ter gente que nem se lembra mais o que desejava ser naquela época.
Mas encarando a pergunta tradicional, o que você responderia se eu te perguntasse “o que seus filhos vão ser quando eles crescerem”? Consegue imaginar isso? Tem isso definido com você?
Difícil responder agora, não é mesmo? Principalmente se seu filho for pequeno ou bebe. Nós também temos sonhos para eles, e até algumas projeções, mas tenho certeza que a sua resposta seria subjetiva como: “ah! Eu só quero que ele seja feliz!” Ou… “ Um filho honesto, com certeza”. “Que ele encontre a paz”. “Que seja um profissional realizado”… e por aí vai.
Mas você não correrá o risco de DEFINIR (e limitar) que ele será um médico, engenheiro, advogado, super herói (como nós já sonhamos), lixeiro (digno como tantas profissões), professor, dono de circo, palhaço, YouTuber (está na moda, juro e ganham muito dinheiro), jogador de futebol ou de online ou qualquer reposta parecida com estas. A gente nem liga para o que eles escolherem ser. Não é nada disso que importa para gente. O que realmente desejamos para os nossos pequenos é que estejam bem com eles e com o mundo. Seguros e saudáveis.
Agora voltando a pergunta do título, me responda:
O que VOCÊ vai ser/fazer quando o seu filho(a) crescer? Já pensou nisso?
O que você está fazendo agora, semeando hoje, para o futuro do seu filho ser melhor?
Você está preparando eles para um mundo duro e cruel? Para um mundo de conquistas?
Pare um pouco e tire um tempinho e para pensar sobre isso. Você pode retomar a leitura na sequência. Mas reflita um pouco sobre isso.
Campanha
Em 2015, a Nestlé lançou uma campanha publicitária para o Leite Ninho em formato de entrevistas, onde mães e filhos eram questionados separadamente sobre o que as crianças seriam no futuro e sobre “O que os pais seriam quando os filhos crescessem?”.
As respostas gerais foram o silêncio, gagueira e uma total falta de palavras (assista ao vídeo). Pois isso é algo que não paramos para pensar e na verdade nem queremos pensar nisso agora. Isso se você tiver filhos pequenos, assim como eu. Se seus filhos já cresceram você pode ou deve estar passando pela síndrome do ninho vazio. Mas isso é assunto para outro textão. Embora este texto contenha pontos de vistas refletivos para todos nós.
Chegou a sua vez!
Mas agora chegou a sua vez, me diga como respondeu a pergunta: O que VOCÊ fará quando o seu filho crescer? E o que você tem feito AGORA, para quando este futuro chegar?
Sabe, eu fico surpreso com a quantidade de mulheres que tem essa função materna como uma espécie de profissão. Se tornou o motivo da vida delas.
Ser mãe, ser pai, é na verdade uma FUNÇÃO passageira, ou deveria, né. Mas está cheio de mães criando marmanjões com 40 anos de idade como se fossem umas crianças. Você conhece alguém assim? Ou você é uma delas?
Na descrição dos seus perfis nas redes sociais está assim: “Fulana de tal, mãe da(o) ciclana(o) e da(o) beltrana(o)“. Ou seja, se tornou a profissão dela, a definição da vida dela.
Ela deixou de ser engenheira, advogada, dona de casa, empresária! Sua função social é ser mãe. O que ela quer que o mundo saiba sobre ela: é que ela é MÃE. Ah! Tem as Mães de “doguinhos” também. Nada contra. Mas é isso. É assim que elas se definem.
Ah! se o seu perfil está assim, termine a leitura e tire as conclusões sobre o meu ponto de vista, tá! Cada um tem um e eu te respeito se quiser continuar como está.
Este texto não é para denegrir ou desqualificar a imagem de mãe (que é uma das FUNÇÕES mais lindas que existe). O meu alerta é para o PESO que é para os filhos de mulheres assim! Pois a criança se torna responsável pela VIDA daquela mãe. Por sua alegria, tristeza, êxitos, vitórias e frustrações. Absolutamente tudo.
Imagine ser esta criança. Sinta o quanto isso é pesado. Talvez você tenha sido o(a) filho(a) de uma mãe assim e sabe muito bem como é estar neste lugar.
Imagine quando estas crianças se tornarem adultas. Será que terão liberdade para seguir o seu destino, construir sua família como bem escolherem? Ou ainda estarão presas ao mundo destas mães? Será que terão força e coragem para seguir com suas vidas quando estas mães faltarem? O que você acha?
O nosos papel de pais
O papel de nós pais deveria ser (e eu digo deveria, pois não quero ser arrogante ou dono da verdade) nos tornar DESNECESSÁRIOS à vida dos nossos filhos.
Como assim desnecessários, Tiko??? você está louco??
Não estou não. É isto mesmo. Precisamos nos tornar “desnecessários” para os nossos filhos!
Confesso que eu também me choquei quando ouvi isso pela primeira vez. Até sofri um bocado com essa informação colocada desta maneira que aconteceu durante o meu curso de formação em constelação familiar.
Hoje, depois de refletir (que é a intenção deste texto – te fazer refletir), ela se tornou totalmente coerente e bastante assertiva para o meu novo olhar de terapeuta sistêmico e constelador. E de pai!
Você não é eterno
Um pensamento linear e simples é: “Nós não somos eternos” e não vamos viver o restante das nossas vidas ao lado de nossos filhos. Não vamos estar presentes ao lado deles a cada decisão importante que eles tiverem que tomar.
Então se faz necessário que eles sejam capazes de seguir sozinhos em algum momento (vida adulta). De tomar as melhores decisões possíveis. De enfrentarem o mundo como ele realmente é. Com todos as suas oportunidades e todas as suas dificuldades. Eles precisam aprender amar a sua maneira, precisam se sentirem amados por outras pessoas. Precisam encontrar uma pessoa boa para serem companheiros e quem sabe, dar continuidade à vida, tendo filhos, ensinando, propagando o que entregamos à eles (a vida, os legados).
Nossos filhos vão crescer. É inevitável. Vão cair. Vão machucar. Vão se ferir. Vão quebrar a cara. E Deus queira que quebrem e aprendam. Mas eles devem ser capazes de se levantar e enfrentar qualquer coisa. Eles não podem ser frágeis e se quebrarem diante das primeiras dificuldades. Eles precisam ser fortes. Inteligentes, sábios. E nós perto deles, só tiramos a sua força! A sua confiança.
Devemos dar aos nossos filhos condições e força para eles poderem seguir sozinhos. Irem para vida sem se preocupar conosco.
Eles devem se sentir livres em relação a nós. Fortalecidos com tudo que passamos à eles. E nós devemos ter a certeza que fizemos o nosso melhor e que um dia eles serão capazes de transmitir o que passamos à eles aos seus próprios filhos, nossos netos.
Uma coisa é certa e imutável: nós seremos seus pais sempre e pra sempre. Isso não mudará nunca.
Nós vamos estar em seus pensamentos, nas suas atitudes, na maneira como se comportam. E o mais importante: vamos estar em seus corações. E um dia, se a natureza seguir a sua ordem, não estaremos mais aqui, mas estaremos em suas lembranças: “aprendi isso com meus pais”.
Projeto NÃO DEPENDÊNCIA I – Independência é liberdade
Nós também não podemos (ou devemos) criar nossos filhos para cuidarem de nós.
Desta maneira eles ficarão presos a nós e não vão para vida, para o futuro. Não seguem o que o destino preparou.
E é cruel pensar em criar uma criança conscientemente desta maneira, para esta finalidade (objetivo). Pense no peso que esta criança vai carregar já desde o seu nascimento.
Outro dia, um pai me contou que ficou muito feliz quando descobriu que o seu bebê era uma menina, pois ele tinha certeza que ela ia cuidar dele na velhice. Uau… Dá para perceber o medo deste pai ao abandono? O quão grande e assustador era para ele? E que ele já determinou uma função para esta filha ainda bebê? Certamente ele a educa desde pequena para esta finalidade: cuidar dele quando envelhecer. E isso deveria ser uma escolha, não imposto desta forma.
Tem algo maior por trás da atitude deste pai, algo não perceptível: este lugar que ele quer colocar a filha, é familiar para vocês também. Pois ele quer coloca-la no lugar da MÃE dele. E tudo para preencher o vazio emocional que existe nele. De tudo que não recebeu de sua mãe. Ou acha que não recebeu. Cruel, né. Já pensou ocupar o lugar da sua avó, que pesado? Pois é.
Projeto NÃO DEPENDÊNCIA II – Amor próprio
Para nos tornarmos desnecessários para os nossos filhos, também é preciso cuidar de nós. Ter amor próprio. Saúde em dia. Disposição. É livrar nossos filhos de cuidar da gente. É preparar a nossa mente para o momento de deixar os filhos partirem, casarem (sejam quais forem as suas escolhas), morar fora, mudar-se, crescer, para o que for necessário para felicidade e crescimento dos nossos filhos.
Abençoa e liberta
Algo importante, e que se faz necessário dizer aqui, é que fortalecemos (e muito) nossos filhos ao abençoa-los para ir para vida (nada de gestos mecânicos, frases prontas, sinta no coração). Que eles possam seguir em paz, fortes e com o “melhor que pudemos lhes dar”.
Mas foi o insuficiente? Terá que ser. Foi o melhor que pudemos dar. E com o que demos, ele poderá (e deverá) fazer por si e ampliar/melhorar o que recebeu.
Então.. diga à eles que são livres para ir. E que recebem sua benção para fazer algo melhor. Que você os ama. E é muito feliz por ter lhes dado a vida.
#Fatos
Um fato é um fato. E isso não se discute, correto? Exato.
Nossos filhos vão crescer. E ninguém poderá mudar isso. E nem o fato de que você sempre será pai ou mãe do seu filho. E que vai estar sempre lá quando for necessário. E “quando” você “puder” e sentir que precisa. Acredite no trabalho que você fez. Confia! Em você e neles. Eles são capazes.
Ah! E isso não precisa ser dito. Já deveria estar implícito em você e nos seus filhos.
Minha mudança de pensamento
Eu tive uma grande virada quando fui fazer a formação em Constelação familiar, muitos dos meus pensamentos e crenças mudaram.Essa nova informação mesmo, de me tornar desnecessário para o meu filho, foi uma verdadeira flechada nas minhas crenças!
E logo eu, tão dono da razão. O doutor sabe tudo.
Eu fui criado para ser o filho perfeito. O menino que os pais pudessem se orgulhar.
Para vocês entenderem melhor olha este exemplo: eu fiz faculdade longe da minha cidade natal (interior de São Paulo) e voltei no dia seguinte de formado para casa dos meus pais. Eu contava os dias, as horas, os anos. Eu só queria estar com eles. Ninguém mais me servia.
Então me casei, tive filho e segui os moldes da criação que aprendi com meus pais.
Anos depois de superar alguns processos de depressão.Quando iniciei minha trajetória como terapeuta, eu recebi, digeri (mexeu muito comigo) e assimilei a informação de que teria que ser desnecessário para o meu filho, eu vi o quanto eu estava infeliz, pois era incapaz de seguir a minha vida longe dos meus pais ou do que eles esperavam de mim. Viver a vida da maneira que eu desejava. Estava preso ao mundo dos meus pais.
Não é que era ruim ou que existisse algo errado, mas eu queria e podia evoluir e não estava fazendo nada com o que recebi. Foi um processo longo. Com muita reflexão. Para só depois aceitar. E foi só depois de formado no curso de formação em constelação familiar, que eu mudei meu jeito de pensar, ser e agir.
Nas minhas crenças antigas eu me portava como um pai coruja (babão), que não permitia que meu filho se quer pensasse, pois eu já fazia por ele. Como se eu o achasse incapaz de fazer sozinho. Essa consciência me trouxe muita tristeza e posteriormente força, pois eu percebi que podia mudar, evoluir.
Por anos eu fui o pai que se imaginava ao lado do filho para sempre. Entrando na igreja com ele para se casar. No dia da sua formatura. Saindo com os amigos dele. Viajando juntos pelo mundo. E em tantas outras situações.
Foi durante o curso que eu percebi que a maneira que estava criando meu filho era exatamente a maneira que meus pais fizeram comigo e que me sentia prisioneiro.
E olha que eles me deram muitas coisas boas. Me ensinaram bons valores. Me deram excelente formação educacional. Nutriram-me com seu amor (muitas vezes em excesso). Me davam liberdade para ir, mas era eu quem estava preso ao mundo deles.
Consciente, resolvi mudar. E eu tinha o que era necessário para recomeçar a pensar diferente e principalmente, fazer diferente.
Aceitei tudo que recebi dos meus pais com muita gratidão. Eles fizeram o melhor que puderam, da maneira que eles acreditavam que era o correto e com os conhecimentos que estavam disponíveis à eles.
Hoje, eu ainda estou em processo de mudança (Sempre estarei em evolução. Espero!). Sofro com muitas posturas que tenho que tomar como adulto e como pai. Mas entendo que estou fazendo o melhor para mim e para o meu filho.
E como diz o ditado: “eu estou criando meu filho para o mundo”. Agora sinto assim.
“Nós devemos criar nossos filhos para o mundo”
Finalizando
Não tem tem fim. É só o começo minha amiga(o).
Cada um é diferente do outro. É assim que olhamos através da Constelação, sem julgamentos. Nós olhamos para cada pessoa como uma parte do todo. Quem você é, de onde veio, o ambiente em que vive, as suas crenças. Olhamos tudo. Todos. Eu VEJO você. Da maneira como você é, e te aceito assim. Sem julgamentos.
Mas a minha missão com este texto é informar e compartilhar este olhar de que não somos eternos. E temos que dar aos nossos filhos condições ideais de sobrevivência, liberdade de escolhas e segurança para seguir o seu destino rumo ao futuro. Seu futuro.
Não existe fórmula mágica ou um único caminho a seguir. Se o que eu coloco aqui, fizer sentido para você como fez para mim, mude! Permita-se pensar diferente do que te ensinaram e você acreditou a via toda. Permita-se agir diferente. No futuro, seus filhos podem até te agradecer, pois pensando e agindo assim, eles ganham a liberdade de poder fazer diferente. De serem diferentes. De serem felizes.
Não julgue. Só abra a sua mente. Permita-se olhar e refletir por este novo ponto de vista. Valide se faz sentido para você. Se não fizer, está tudo bem também, seus filhos vão crescer do mesmo jeito. De uma maneira ou de outra. Mas faça aquilo que você tem convicção que é o seu melhor como pais.
Grande abraço.
Tiko Santos
Assista ao vídeo no meu canal do YouTube – clicando aqui!
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Existe coração pela metade? Existe meio de mim ou de você? Nós não existiríamos sem os nossos pais. É um fato e independe do que acreditamos.
Independente do destino que escolhermos, do que construirmos e de quem nos tornarmos, ainda assim seremos a continuação da história dos nossos pais. Obtendo sucesso ou fracasso. E mesmo que neguemos a eles este lugar. Eles ainda serão nossos pais.
Biologicamente somos feitos de 50% dos genes do nosso pai e outros 50% da nossa mãe. Mas herdamos deles muito mais do que características físicas. Gênio, manias, segredos, energia, modo como enxergam o mundo estão implícitos em nossas vidas.
Então sim… eles estão na nossa pele, no nosso jeito de ser, pensar e agir.
MAS MEUS PAIS ME MAGOARAM
Ok. Isso é possível e de certa maneira comum. Pais abandonam casamentos, traem uns aos outros. Tem atitudes desonrosas. E depois quando crescemos não são bem aqueles que idealizamos. Eles podem ser agressivos, vazios, indiferentes e outros mil defeitos. Mas ainda assim são nossos pais.
São seres humanos.
Nós também temos defeitos e erramos. Erramos com nossos parceiros, com nossos filhos e com nossos pais. Todos nós podemos errar e o fazemos.
REJEIÇÃO AOS PAIS
Com todas essas informações, pense comigo, rejeitar um dos pais, independente dos seus atos, é rejeitar a nós mesmos. Uma parte de nós.
E como conviver com isso? Excluindo uma parte de si? De quem somos, de onde viemos?
Não existe nenhuma parte de nós que “não seja” inteira. Não dá para viver com meio coração. Um só lado do corpo. Metade da cabeça. Não é assim que funciona. Independente das atitudes do Homem e da Mulher, a função Pai e Mãe é divina e inquestionável. Nosso DNA carrega características de ambos e isso indefere das minhas crenças e dos meus desejos. É assim e pronto.
MAS COMO ISSO PODE INFLUENCIAR MINHA VIDA
Imagine rejeitar seu pai porquê ele abandonou a família ou não está pagando a pensão que é devida, essa rejeição se volta contra nós mesmos, inconscientemente. E nós nos punimos de alguma forma, pois depositamos toda essa raiva em nossa vida de forma inconsciente.
Muitas vezes somos “alimentados pela visão” dos nossos pais. Muitas mães manifestam seu ódio pelo pai, ou o pai diminui as atitudes da mãe diante dos filhos. E toda essa ofensa, esse julgamentos, nos prejudica enquanto filhos, pois não conseguimos ficar à parte disso. E esses sentimentos (palavras/julgamentos) intoxicam nossa alma e criam percepções negativas sobre o acusado.
Então ao tomar partido e odiar nosso pai ou nossa mãe, odiamos a nós mesmos. Nós sabotamos nossos relacionamentos, nossos empregos, nosso desempenho. Nós adoecemos.
O QUE FAZER
Ambas as técnicas que trabalho tem um olhar para isso. Através da TFT é possível eliminar esse olhar de julgamento para os nossos pais. Somos capazes de perdoar, de ressignificar e anular os sentimentos ruins.
Já a Constelação Familiar, ajuda a identificar as origens dos conflitos familiares, possibilitando pensar novas soluções e harmonizar essas as dinâmicas familiares.
Na constelação nós dizemos uma frase sistêmica muito poderosa: “vocês são os pais ideais para mim”. Quando você aceita isso, todo seu mundo se torna mais leve, porque você assume o seu lugar e tira todo peso dos seus pais, os liberando de todas as suas expectativas. E isso é mais leve para eles também.
Quando cada um ocupa seu lugar, tudo fica em ordem, a vida fica mais fluída.
Do que você tem raiva? Será que é normal sentir raiva durante o isolamento social que estamos vivendo? E a pergunta que não se cala: eu consigo tratar essa raiva?
Sim, todos nós conseguimos tratar a raiva e no final do texto tem um link de um vídeo que eu postei no meu canal do YouTube com uma técnica simples para baixar e controlar o seu nível de raiva.
Mas é importante entender porque sentimos raiva e do que.
Nossas vidas estão tão corridas e tão sem sentido, que a gente sai distribuindo sentimentos sem pensar de onde vem e para que estamos fazendo isso. E sem medir a consequência dos nossos atos.
SENTIR RAIVA FAZ BEM?
Se eu te perguntasse: sentir raiva faz bem para o seu corpo? O que você me diria? Como é este sentimento para você. Como o seu corpo reage. Você fica ruborizado, indicando que seus sistema sanguíneo está trabalhando com excesso. Se o sangue estava todo distribuído no seu corpo e agora está na sua pele, braços e pernas, significa que os órgãos internos ficaram com pouco. Seu coração se agita ao ponto de parecer que vai sair do seu corpo. Sua cabeça dói, porque ha excesso de sangue no seu cérebro também para compensar o excesso de atividades.
E ae… o que achou? Posso continuar? Devo?
Então vem as reações extra-corpo ao sentir raiva. Porquê dá vontade de chutar, socar, atropelar ou xingar o primeiro que aparecer na nossa frente. Em quem normalmente está ali ao nosso lado? Aqueles que amamos. Ou alguém que não tem nada haver com o ocorrido. E é justamente nessas pessoas que descontamos a nossa raiva. Descarregamos todo nosso furor. Transferimos o ódio que vai nascendo dentro da gente, para que o nosso coração não exploda.
E agora é tarde!!! Eu já explodi e ofendi alguém que eu amo. Já chutei o cachorrinho inocente na rua. E depois vem a CULPA. E nós não lhe damos bem com a culpa. Porque aprendemos a sentir culpa com nossos pais. Nos sentíamos culpados por sentirmos que não cumpríamos as suas expectativas. Não comíamos tudo que estava no prato. Não tirávamos as notas que eles queriam. E a lista é grande. Extensa.
Mas dá para entender um pouquinho de onde vem a raiva? E em quem nós gostaríamos de descontá-la mas nunca tivemos coragem e nunca teremos. Eu não posso jogar minhas sujeiras naqueles que me deram a vida.
Bert Hellinger
O desenvolvedor das Constelações Familiares cita uma frase interessante no livro “As Ordens do Amor” a respeito da raiva:
“Que mal lhe fiz para estar tão furioso com você?”
Bert Hellinger – As Ordens do Amor
Veja.. sentir raiva funciona como uma defesa contra a nossa culpa pessoal. E essa culpa é uma tentativa de escapar desta de uma dor. A procuramos onde está a culpa porque queremos escapar dessa dor. Mas passar por esta dor também nos faz livres. A raiva também pode estar contida, reprimida. Raiva de uma vida toda. Do passado. De não poder ser quem gostaria. Então é preciso contê-la. Mas a raiva se expressa em nós em vários níveis. Como defesa, culpa, falta de reconhecimento, desequilíbrios, tem até aquela Raiva que adotamos de outras pessoas. Mas existe uma raiva importante, destituída de emoção e que quando preciso é uma virtude, pois nos coloca em alerta e centrados. É disso que se trata. É assim que devemos ver. Usar essa raiva estrategicamente ao nosso favor.
GRATIDÃO – COLOCANDO ORDEM NO AMOR
E se você mudasse o seu olhar sobre sentir raiva. Agradecesse a tudo que foi. Como foi. E colocasse aquele a que lhe provocou a raiva em um lugar diferente, de compreensão, amor e gratidão.
Se tomarmos posse da nossa vida. Sim, o controle mesmo. E assumíssemos o lugar de controle de tudo. O que eu erro e o que eu acerto. De tudo que acontece comigo e já aconteceu. Eu sou responsável.
Ver dessa forma eu acabo com vitimismo (sentimento infantil) e com o meu algoz. Tiro o poder dele sobre a minha vida, porque eu assumo a minha responsabilidade. Mas eu ressignifico o papel deste algoz/acusador na minha vida, a partir deste momento como um “adulto pronto para vida”, eu o tomo como um impulsionador e não mais um oponente. Eu tiro ele da minha frente como opositor e coloco ele atrás de mim como impulso. Vou explicar melhor.
COMO MUDAR
Se conseguíssemos olhar para nossos algozes, ou inimigo (acho essa palavra pesada), e dizermos internamente (para não os deixar ainda mais irritados) e acreditando nas nossas palavras, algo que pode nos ser doloroso, mas que nos colocará numa posição melhor, a seguinte frase:
“Obrigado por me indicar onde dói. Embora eu não entenda porque fez isso comigo, eu sei que ALGUÉM maior que nós dois, te colocou ali para isso e você tocou meu PONTO FRACO. Dói. Descobri que dói muito. E talvez nem tinha consciência dessa dor ou de onde doía. Eu não sei a sua intenção, mas eu te agradeço e te libero de toda minha raiva.”
Uau…. é libertadorrrrrr… é empoderador! Tirar do outro o controle da minha felicidade, da minha paz. Tomar posse disso. Uau… É bom demais! Experimente. Eu libero a mim e ao outro.
Quando olhamos isso na Constelação Familiar, fica claro que se não o fazemos isso, a vida se encarrega de enviar outra pessoa ou situação com o mesmo aviso, apontando para o mesmo ponto que dói, e talvez o faça com mais energia e força. Até que possamos resolver e prosseguir.
Dá para controlar – sentir raiva?
Quer aprender uma técnica para controlar a sua raiva? E levá-la a um nível aceitável, que você possa controlá-la e ela não faça mau a sua saúde?
De onde vem os traumas da minha história e porquê eu os ativo? Como faço para tratá-los?
Durante este período de isolamento nós ficamos acabamos ficando mais sensíveis a tudo que acontece e as constantes notícias negativas que somos expostos. E isso ativa um monte de pensamentos ruins na nossa mente.
Mas e estes traumas que apareceram justo agora, são nossos? E porque estão conosco?
Bom, vamos pensar no contexto histórico. Nós já nascemos traumatizados, porque sair do conforto da barriga das nossas mães e ter que começar a respirar de uma hora para outra não é algo fácil, não é mesmo? E depois ser colocado em isolamento por algumas horas, longe das nossas mães (até ela se recuperar do parto), deve ser uma eternidade.
E depois tem o que herdamos das gerações que vieram antes de nós. Europeus migrando para o Brasil depois da peste, fome e guerra e ainda chegando aqui tendo que grilar, matar e se impor. Negros que foram extraídos de sua terra natal e forçados a virem para cá. Índios que tiveram suas terras invadidas e roubadas. E todas as histórias que estamos cansados de ouvir.
TRAUMA TRANSGERACIONAL
Quando existe um padrão de trauma por várias gerações nós chamamos isso de Traumas Transgeracional. Ou seja, ele transcende as gerações. E podem ser mais de um trauma. E quando você trabalha aquele trauma em você, essa força também atua nas gerações passadas e nas futuras, pois ficarão livres.
O importante é ver que não é só um e sim vários. E é importante olhar para cada um deles e tratá-los um a um. Muitas vezes com a resolução de um outro menor pode surgir, mas já não terá a força do primeiro.
É como se sua vida fosse um rio e em determinada parte forma-se uma barreira impedindo a água de fluir seu curso normal (a água sempre dá um jeito, de seguir o fluxo, mesmo com os obstáculos). Quando você tira essa barreira, ela volta a fluir da maneira que lhe é natural, porém isso não assegura que existam mais obstáculos adiante.
Genocídio em Ruanda
Em 1994, durante a Guerra Civil de Ruanda, aconteceram genocídios. Um verdadeiro massacre em massa de pessoas de grupos étnicos diferentes.
As crianças sobreviventes a este genocídio foram recolhidas a orfanatos e eram conhecidas como crianças Zumbis, pela falta de expressão. Entre 2006 e 2007 a psicóloga e PhD americana, Caroline Sakai, ensinou e aplicou TFT em 400 destes órfãos com enorme sucesso para o tratamento do TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático) em pré-adolescentes sobreviventes do genocídio de 1994 em Ruanda. Existe um vídeo muito bonito (clique aqui para assistir) e um documentário em DVD.
Várias missões de cura têm sido conduzidas por praticantes de TFT ao redor do mundo. Conheça abaixo algumas delas:
Traumas de guerra em Kosovo;
Vítimas de genocídio em Ruanda e Uganda;
Vítimas de genocídio na República Democrática do Congo;
Discriminação racial na África do Sul;
Vítimas do furacão Katrina em New Orleans;
Vítimas do atentado de 11 de Setembro em Nova Iorque;
Vítimas do atirador da escola Columbine High School no Colorado;
Vítimas das enchentes de Tabasco, no México;
Vítimas de furacões no Haiti.
MAS COMO TRATAR TRAUMAS?
Eu trabalho com três linhas de tratamento e muitas vezes todas elas em conjunto.
A Constelação Familiar é uma das abordagens que utilizo e com ela é possível diagnosticar padrões invisíveis e através de frases de reconciliação (frases curativas) compreender, ressignificar e ficar em paz com aquele trauma.
Com a radiestesia e radiônica é possível fazer medições e investigações e fazer as limpezas e harmonizações que forem necessárias. Trabalhando a transmutação de padrões, medos, bloqueios e traumas
E por fim, a TFT (Thought Field Therapy), que é a junção de acupuntura com a ponta dos dedos e psicologia. Você pensa no problema a ser tratado e observa os resultados de maneira rápida e duradoura. Com a TFT é possível tratar e eliminar estes traumas.
A parte boa de tudo isso é que durante a Quarentena eu vou liberar o acesso a alguns vídeos meus no YouTube e um deles é o tratamento de traumas com a TFT. Dá uma olhadinha lá e bora tratar os traumas referentes a quarentena ou os que já estão na sua vida a mais tempo.
Ah! E não esquece de compartilhar, porque neste período muita gente precisa e pode se beneficiar com este tratamento. Quantos amigos não estão passando por momentos difíceis e com pensamentos ruins? Então vai lá… e manda o link para eles!
Recebi esta matéria de uma amiga e achei muito coincidente as informações abordadas no texto sobre Inteligência Espiritual com o protocolo de atendimento que utilizo!
No livro QS Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado “Ponto de Deus” no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune. Afirma Dana: “A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos em uma cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual”.
Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para o português. QS Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record).
Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho. Ela falou a EXAME em Porto Alegre durante o 300 Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suíça, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo. Eis os principais trechos da entrevista:
O que é inteligência espiritual?
É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.
Há quanto tempo a senhora trabalha com inteligência espiritual?
Toda a minha vida, praticamente, já que perdi a fé na religião (cristianismo) aos 11 anos de idade e sempre procurei um meio de encontrar realização espiritual fora dos domínios da religião. Meu trabalho mais recente sobre QS tem quatro anos e foi produzido ao mesmo tempo em que cientistas começaram a divulgar pesquisas que mostram uma base neurológica para as experiências espirituais e místicas.
De que modo essas pesquisas confirmam suas idéias sobre a terceira inteligência?
Os cientistas descobriram que temos um “Ponto de Deus” no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.
Qual a diferença entre QE e QS?
É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.
Por que somente agora o mundo corporativo se preocupa com isso?
O mundo dos negócios atravessa uma crise de sustentabilidade. Suas atitudes e práticas atuais, centradas apenas em dinheiro, estão devastando o meio ambiente, consumindo recursos finitos, criando desigualdade global, conduzindo a uma crise de liderança nas empresas e destruindo a saúde e o moral das pessoas que trabalham ou cujas vidas são afetadas por elas. Espiritualidade nos negócios significa simplesmente trabalhar com um sentido mais profundo de significado e propósito na comunidade e no mundo, tendo uma perspectiva mais ampla, inspirando seus funcionários. Nós não sabemos mais o que é realmente a vida. Não sabemos qual é o jogo que jogamos nem quais são as regras. Falta-nos um sentido profundo de objetivos e valores fundamentais. Essa crise de significado é a causa principal do estresse na vida moderna e também das doenças.
A busca de sentido é a principal motivação do homem. Quando essa necessidade deixa de ser satisfeita, a vida nos parece vazia. No mundo moderno, a maioria das pessoas não está atendendo a essa necessidade.
Como se pode detectar os sintomas dessa crise na vida corporativa?
Desde o surgimento do capitalismo, há 200 anos, tudo que importa no mundo dos negócios é o lucro imediato. Isso criou uma cultura corporativa destituída de significado e de valores mais profundos. Nós apenas queremos mais dinheiro. Mas para quê? Para quem? Trabalhamos para consumir. É uma vida sem sentido. Isso afeta o moral, tanto dos dirigentes quanto dos empregados, sua produtividade e criatividade. E também afasta dos negócios preocupações mais amplas com o meio ambiente, a comunidade, o planeta e a sustentabilidade. O mundo corporativo é um monstro que se autodestrói porque lhe falta uma estrutura mais ampla de significado, valores e propósitos fundamentais. Há uma profunda relação entre a crise da sociedade moderna e o baixo desenvolvimento da nossa inteligência espiritual.
Quais companhias a têm chamado para desenvolver trabalhos que busquem elevar o quociente espiritual de dirigentes e empregados?
Não posso citar seus nomes, mas tenho atendido a bancos, financeiras, empresas de telecomunicações, de petróleo e montadoras de automóveis. Trabalhamos juntos para adquirir a compreensão de que as atitudes e práticas existentes são insustentáveis e como as empresas podem desenvolver tanto a sustentabilidade como os serviços cultivando as dez qualidades do quociente espiritual (veja quadro na pág. 79)
A senhora poderia citar exemplos de companhias ou empresários que estejam buscando mais sentido em seu trabalho?
Há muitos exemplos. Mats Lederhausen, o vice-presidente de estratégia global do McDonald s, é um deles. Sua função na empresa é ser a voz de protesto e consciência, sacudindo as pessoas, agitando o barco. Ele iniciou projetos como a distribuição gratuita de vacinas antipólio na África, a luta contra plantações geneticamente modificadas, o uso de gaiolas maiores para galinhas e um trabalho para restaurar ecossistemas danificados.
Outro exemplo é a Amul, empresa da Índia que distribui para o Estado de Gujarat o leite de 10 000 cooperativas. A Amul compra todos os dias o leite de camponeses que possuem apenas uma vaca, permitindo que indivíduos pobres possam competir com grandes fazendeiros. O Banco de Desenvolvimento da Ásia se dedica à erradicação da pobreza com programas de micro-crédito para pessoas muito pobres.
A British Petroleum adotou um novo slogan, “Além do Petróleo”, e está colocando o grosso de seus fundos de pesquisa no desenvolvimento de tecnologias energéticas alternativas, menos agressivas ao meio ambiente. John Browne, o CEO da companhia, conseguiu aumentar o valor das ações enfatizando relações de longo prazo entre sua empresa e a sociedade.
Como é o líder espiritualmente inteligente?
É um líder inspirado pelo desejo de servir, uma pessoa responsável por trazer visão e valores mais altos aos demais e por lhes mostrar como usá-los. É uma pessoa que inspira as outras. Gente como o Dalai Lama, Nelson Mandela, Mahatma Gandhi. No mundo dos negócios, Richard Branson, da Virgin, é um líder espiritualmente inteligente. Ele está muito preocupado com o meio ambiente e a comunidade. É muito espontâneo, tem visão e valores, tem perspectivas amplas.
Como se pode desenvolver a inteligência espiritual?
Tomando consciência das dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes e trabalhando para desenvolvê-las. Procurando mais o porquê e as conexões entre as coisas, trazendo para a superfície as suposições que fazemos sobre o sentido delas, tornando-nos mais reflexivos, assumindo responsabilidades, sendo honestos conosco mesmos e mais corajosos. Tornado-nos conscientes de onde estamos, quais são nossas motivações mais profundas. Identificando e eliminando obstáculos. Examinando as numerosas possibilidades, comprometendo-nos com um caminho e permanecendo conscientes de que são muitos os caminhos.
De que forma as pessoas espiritualmente inteligentes podem beneficiar as corporações?
As pessoas com QS elevado querem sempre fazer mais do que se espera delas. Algo para além da empresa. Quem trabalha unicamente por dinheiro não faz o melhor que pode. Nas empresas em que se busca desenvolver espiritualmente os funcionários, a produtividade aumenta porque eles ficam mais motivados, mais criativos e menos estressados. As pessoas dão tudo de si quando se procura um objetivo mais elevado. Se as organizações derem espaço para as pessoas fazerem algo mais, se souberem desenvolver em cada indivíduo sua inteligência espiritual, terão mais resultados e mais rapidamente.
A senhora diz que o capitalismo como se conhece hoje está com os dias contados, mas que um novo capitalismo está nascendo. Como ficam as empresas com essa nova perspectiva?
Está surgindo um novo tipo de empresa. É uma empresa responsável. No novo capitalismo sobreviverão as companhias que têm visão de longo prazo, que se preocupam com o planeta, em desenvolver as pessoas que nelas trabalham. Que se preocupam, sim, com o lucro, mas que querem ganhar dinheiro para desenvolver as comunidades em que atuam, proteger o meio ambiente, propagar educação e saúde.
Durante a aplicação do protocolo desenvolvido pela minha mentora Suzanne Mayumi nós trabalhamos por meio da TFT com a Expansão da Consciência Emocional (David Hawkins e Dr. Richard Barrett), Nível de Consciência Mental e Nível de Corpo de Luz (muito parecido com a Inteligência Espiritual).
No mês de janeiro vigora a campanha: Janeiro Branco – Saúde Mental e Bem-Estar! E o SBT Interior preparou uma matéria especial e me convidou para falar sobre os processos depressivos que passei e como me curei!
Lógico que aceitei! Sempre que for chamado para falar sobre depressão e como ajudar mais pessoas eu sempre estarei lá.
A Campanha Janeiro Branco é uma campanha dedicada a sensibilizar as mídias, as instituições sociais, públicas e privadas, e os poderes constituídos, públicos e privados, em relação à importância de projetos estratégicos, políticas públicas, recursos financeiros, espaços sociais e iniciativas socioculturais empenhadas(os) em valorizar e em atender as demandas individuais e coletivas , direta ou indiretamente, relacionadas aos universos da Saúde Mental.
Quais as suas metas para 2018? Que tal a gente expandir juntos a sua zona de conforto e aumentar em até 3X a sua meta?
Qual seu objetivo? Financeiro? Alguma prova? Um novo emprego? Faça esta sequência comigo e amplie suas metas!
Toda vez que vira o ano a gente se pega pensando nos objetivos para o novo ano. Esta é uma prática para lá de saudável. Eu mesmo coloco tudo no papel. Mas como se dá a determinação destas metas?
Bom, embora a gente não faça isso consciência, nossas metas são baseadas na nossa infância. E as notícias não são nada boas para grande maioria de nós. Sabe por quê? Porquê no nosso modelo educacional (e não condeno por isso) é punitivo. Se você você faz algo de errado você é punido. Ou seja, errar traz punição. Então o que a gente faz? Estabelece nossas metas dentro de uma zona de segurança. Metas que sejam alcançáveis.
E quando nosso chefe estabelece metas fora desta zona de conforto a gente acha impossível de alcançar. Quer saber? Isso são só crenças limitantes, que com a TFT podem ser ampliadas e muito! Basta você querer e … ASSISTIR o vídeo a seguir e fazer as sequências junto comigo.
Vamos lá? Ampliar sua zona de conforto? E triplicar as suas metas para 2018?
No período do Natal, muitos de nós sofremos com a ausência de pessoas queridas que já não estão mais entre nós!
Quem de nós nunca sofreu a perda de um ente querido? Parece até que uma parte de nós é amputada. Um sentimento de vazio tão intenso que parece que nunca via passar. Este sentimento de vazio perdura por muito tempo e diferentemente para cada um de nós.
Mães que tiveram filhos tirados de suas vidas de forma brusca. Irmãos, amigos, parentes. Esta sensação toma conta da gente neste período de festas que costumamos celebrar com a família. E no auge da festa, lá está você, se sentindo só! Desamparado. Isolado no meio da multidão para curtir a dor da ausência de quem partiu.
A dor do luto é um sentimento muito comum. Então, eu resolvi postar uma sequência poderosíssima para amenizar a sua dor do Luto! Esta sequência é a mesma que foi utilizada nos 400 órfãos sobreviventes do genocídio de Ruanda de 1994! Bom… Se funcionou para eles, certamente funcionará para você! Feliz Natal!
Espero que possa lhe ajudar! Feliz Natal para todos vocês!
Comecei a palestra contando um pouco da minha história, sobre o período com depressão e como superei a depressão com a TFT. Na sequência expliquei como o psicólogo e PhD. americano Dr. Roger Callahan desenvolveu a TFT, como funciona, para que serve. E no final fiz uma prática com os presentes, que é sensacional e funciona para 80% dos meus clientes – uma sequência para tratar traumas. Mantendo a média 90% dos participantes tiveram uma melhora significativa. Uhuuuu….
A TFT é apaixonante! Eu tenho certeza que o dia que você tomar contato com a TFT vai se apaixonar também. É surpreendente como é possível eliminar um trauma recente ou de uma vida inteira em apenas alguns minutos. Com os tappings (toques) nos meridianos é possível re-equilibrar o fluxo energético e se livrar de vez dos traumas. Além disso a TFT apresenta várias vantagens como:
não utilizar agulhas;
rápida e eficaz;
auto-aplicação;
tratamento feito de forma coletiva;
não é preciso saber o problema (perturbação) do paciente;
indolor;
sem contra-indicações;
e prática, pois pode ser feita em qualquer lugar.
Seguindo meu protocolo de palestras, ofereci alguns horários e atendi aos presentes com valores promocionais. Então no dia seguinte eu posso olhar olho no olho e atender de perto, transformando a vida das pessoas.
Fica aqui registrado o meu agradecimento ao Flávio e a Maristela, a equipe da Aveleira e a todos os presentes pelo carinhoso acolhimento. Vocês são fantásticos. Obrigado por nossos caminhos se cruzarem!