Reflexões a partir de um Vídeo de Marcos Piangers e a importância do Pai sob a visão da Constelação Familiar.
No mês passado, enquanto me preparava para gerar material relacionado ao tema dos pais e constelação familiar, me deparei com um vídeo muito legal do Marcos Piangers. Ele abordou algo que sempre me cativa: o impacto da presença do pai na vida dos filhos. E isso não é apenas uma observação comum; há pesquisas e estudos que respaldam essa afirmação. Pelo menos nas Constelações Familiares.
Piangers destacou que, quando falta a figura paterna em casa, a probabilidade de um menino ter problemas de conduta, desrespeitar autoridades e regras é bem maior. Isso ocorre porque, em muitos casos, o menino não estabeleceu uma relação adequada com o pai que exerce uma forte figura de autoridade quando somos crianças. Essa questão me lembrou muito os ensinamentos da antroposofia, que enfatiza a importância do equilíbrio entre as energias masculinas e femininas em nossa vida. Quando comecei a trabalhar com protocolos dentro do TFT um estudo que me baseou foram os setênios da antroposofia.
Depois, no curso de constelação familiar, aprendi sobre essa dinâmica e sua relevância. O masculino, a energia paterna, a referência do pai são aspectos cruciais na formação de um indivíduo. E não se trata apenas de uma figura física, mas também da presença emocional e espiritual do pai na vida do filho. Da função que a energia masculina tem na nossa formação.
O vídeo de Piangers também trouxe à tona uma parte mais triste da equação: meninas que crescem sem a presença do pai têm maior probabilidade de engravidar mais cedo. Isso acontece porque, em busca do vazio do amor paterno, elas podem procurar esse afeto em relacionamentos amorosos. Essas meninas, que muitas vezes foram abandonadas por seus pais, acabam sendo deixadas por seus parceiros também, agravando ainda mais a situação.
Entendo que, nos dias de hoje, os homens muitas vezes não representam a mesma força ou presença que costumavam ter na sociedade. No entanto, é fundamental reconhecer que eles desempenham um papel crucial em nossas vidas. As figuras paternas, mesmo que não se encaixem no estereótipo tradicional, oferecem algo único e necessário para o equilíbrio de todos nós.
Portanto, se você está criando um filho homem e sente que está fazendo o papel de pai, mesmo que o pai biológico não participe muito ou não sirva de exemplo em seu entendimento, não subestime a importância do que você está oferecendo. Mostre a ele diferentes maneiras de ser e fazer, transmitindo os valores que você considera essenciais. A presença e a orientação que você oferece podem fazer toda a diferença na vida dele.
É crucial lembrar que, no universo das constelações familiares, cada membro da família desempenha um papel vital. A harmonia e o equilíbrio vêm quando reconhecemos e valorizamos essas conexões, independentemente das formas em que elas se manifestam. Vamos continuar refletindo sobre a importância do pai e da mãe em nossas vidas e como isso influencia nossa jornada na constelação familiar. Juntos, podemos aprender e crescer, honrando todas as partes que compõem nosso sistema familiar.
Se esta postagem ressoou com você de alguma forma ou se você precisa de alguém para conversar, não hesite em me enviar uma mensagem. Estou aqui para apoiar e ouvir. Juntos, podemos encontrar esperança e soluções.
E lembre-se, a vida é preciosa, e cada um de nós desempenha um papel importante no sistema familiar. Vamos cuidar uns dos outros e trazer mais luz a esses temas delicados.
Envie-me uma mensagem agora mesmo e vamos começar uma conversa. Você não está sozinho nesta jornada.
Segundo os setênios na antroposofia, somos como a lua. Temos várias fases e cada uma possui características diferentes. O conhecimento das etapas permite uma existência tranquila.
Dentro desse conceito, encontramos a Antroposofia, uma filosofia espiritual que oferece uma perspectiva única sobre o desenvolvimento humano ao longo da vida. Desenvolvida por Rudolf Steiner, a Antroposofia significa “conhecimento do ser humano” em grego. Ela nos ensina que para compreender o Universo, precisamos primeiro compreender a nós mesmos, já que todos nós fazemos parte e participamos do Universo. Nas palavras de Steiner, é “um caminho de conhecimento que deseja levar o espiritual da entidade humana para o espiritual do universo”.
A Antroposofia chegou ao Brasil antes da Segunda Guerra, e desde então tem sido estudada em diversas cidades do país, com São Paulo sendo um dos principais centros de estudo e prática.
Uma das fascinantes teorias dentro da Antroposofia é a dos “setênios”. Os setênios dividem a vida em fases de sete anos, refletindo a importância desse número em várias culturas e tradições. Deus criou o mundo em sete dias, temos sete dias na semana, sete planetas relacionados ao homem e sete metais. Os setênios, também chamados de “setênios do corpo”, revelam as complexidades de cada etapa da vida e como o corpo humano influencia as emoções e atitudes.
Primeiro Setênio (0-7 anos): Durante os primeiros sete anos, a ênfase está no desenvolvimento físico e na adaptação ao ambiente. A criança absorve influências herdadas dos pais, que são essenciais para sua formação. Aqui, a mãe desempenha um papel crucial, mesmo quando o pai está ausente.
Segundo Setênio (7-14 anos): É uma fase de amadurecimento emocional e social, com a troca de dentes e o desenvolvimento do coração e pulmões. A influência dos pais e professores é fundamental, pois orienta a conduta da criança.
Terceiro Setênio (14-21 anos): Nesta fase, ocorre a puberdade e uma crise de identidade. Os jovens buscam liberdade e reconhecimento como indivíduos únicos. A escolha da profissão e a busca por independência são temas importantes.
Quarto Setênio (21-28 anos): É o momento de experimentar limites. O corpo está no auge da vitalidade, e as decisões sobre carreira e vida pessoal são fundamentais. Não atingir objetivos pode causar frustrações.
Quinto Setênio (28-35 anos): Nesta fase organizacional, os questionamentos sobre o caminho escolhido na vida e a busca por significado são frequentes. A “crise dos 30” pode trazer angústia e a necessidade de uma jornada espiritual.
Sexto Setênio (35-42 anos): Caracterizado por uma crise de autenticidade, este setênio traz dúvidas sobre a realização pessoal e a busca por algo novo e interessante na vida.
Sétimo Setênio (42-49 anos): É um período de reflexão sobre relacionamentos, especialmente o conjugal e com os filhos. A busca pela harmonia e a necessidade de mudanças se destacam.
Oitavo Setênio (49-56 anos): Nesta fase, a audição espiritual e a busca por valores éticos e morais são essenciais. O estímulo ao cérebro e a preocupação com o tratamento do corpo se tornam fundamentais.
Nono Setênio (56-63 anos): Caracterizado pela sabedoria e pela intuição, este setênio é uma jornada espiritual profunda. É um período de reclusão e autoconhecimento.
Décimo Setênio (63-70 anos): Conhecido como a fase do mestre, este setênio é marcado pela luz interior e pela busca por um lugar no mundo. É um período de serenidade e sabedoria.
Cada setênio reflete uma fase única de nossa jornada de vida, e compreender essas etapas pode nos ajudar a navegar com mais consciência e equilíbrio por esse incrível processo de desenvolvimento humano. A Antroposofia, juntamente com a visão de Bert Hellinger sobre constelação familiar, nos convida a explorar as complexas interações entre nosso corpo, mente e espírito, buscando a harmonia e a compreensão em todas as fases da vida.
Se você deseja explorar mais profundamente as fases da vida de acordo com os setênios na Antroposofia, ou se está interessado em entender como a constelação familiar de Bert Hellinger se conecta a esses ciclos, convidamos você a se juntar a nós nessa jornada de autoconhecimento e crescimento pessoal. Descubra como esses insights podem enriquecer sua vida e relacionamentos.
Abrace a sabedoria dos setênios e a visão da constelação familiar, e comece a trilhar um caminho de autodescoberta e transformação. Estamos aqui para guiá-lo nessa jornada. Entre em contato conosco hoje mesmo. 🌟
Se você já se aventurou pelo mundo da constelação familiar, certamente já conheceu o nome de Bert Hellinger, um renomado terapeuta que revolucionou a abordagem terapêutica nas dinâmicas familiares. Entre as muitas lições valiosas que Hellinger nos trouxe, uma delas se destaca vividamente: o papel fundamental do pai no sistema familiar.
A Presença Paterna como Pilar da Constelação Familiar
As constelações familiares, uma abordagem terapêutica que visa desvendar padrões ocultos nas relações familiares, consideram o equilíbrio entre os membros da família como um pilar essencial para a harmonia e a saúde do sistema. Nesse contexto, o papel do pai ganha destaque, pois sua presença e contribuição são tão vitais quanto à da mãe.
A Figura Paterna e o Equilíbrio Sistêmico
Bert Hellinger observou que a figura paterna possui um papel crucial na construção do equilíbrio dentro da constelação familiar. Ele destacou que a energia do pai traz uma sensação de ordem, estrutura e proteção ao sistema, estabelecendo a base para que os membros da família possam florescer em suas individualidades.
Antes de continuar, tenho uma sugestão para você!
CONSTELAÇÃO COM TIKO SANTOS
A Constelação Familiar permite que você encontre soluções para questões como conflitos familiares, traumas, relações complicadas, bloqueios profissionais e financeiros e doenças crônicas.
Hellinger enfatizou que honrar e reconhecer a presença do pai é um passo essencial para curar possíveis desequilíbrios no sistema. Quando o pai não é reconhecido ou respeitado, podem surgir dinâmicas complexas que impactam as gerações futuras. O ato de honrar o pai, mesmo que ele não esteja mais presente fisicamente, é fundamental para liberar o fluxo de amor e energia dentro da constelação.
O Convite para Explorar o Papel Paterno
Assim como as obras de Bert Hellinger nos convidam a explorar o complexo papel do pai dentro da constelação familiar, a jornada pela compreensão desse aspecto pode trazer clareza e cura. Se você está em busca de harmonia, equilíbrio e compreensão mais profunda das dinâmicas familiares, não subestime o papel vital que o pai desempenha nesse processo.
Em resumo, a constelação familiar nos lembra que o pai é um elemento essencial na dança complexa das relações familiares. A sabedoria de Bert Hellinger nos instiga a honrar e reconhecer o papel do pai, permitindo que o amor e a harmonia fluam livremente através das gerações. Ao adentrar nessa jornada de exploração, você pode descobrir o poder transformador da presença paterna na constelação familiar.
Aprendizados da Constelação Familiar para relacionamentos amorosos.
No livro “Para que o amor dê certo” de Bert Hellinger, somos guiados por uma visão profunda sobre relacionamentos amorosos e a importância de curar feridas familiares para construir conexões mais saudáveis. Nessa jornada de autoconhecimento, descobrimos as práticas transformadoras que podem fortalecer a intimidade e o amor.
Aceitação e Respeito
Cultive a aceitação e o respeito mútuo em seu relacionamento. Reconheça e valorize as diferenças entre você e seu parceiro, evitando julgamentos e críticas. A aceitação incondicional cria uma base sólida para a construção de um relacionamento saudável.
Comunicação Autêntica
Pratique a comunicação autêntica e transparente com seu parceiro. Busque expressar seus sentimentos, necessidades e desejos de forma clara e respeitosa. Esteja disposto(a) a ouvir ativamente e compreender a perspectiva do outro, promovendo um diálogo aberto e honesto.
Equilíbrio entre Dar e Receber
Mantenha um equilíbrio saudável entre dar e receber no relacionamento. Esteja presente para apoiar seu parceiro quando necessário, mas também permita-se receber amor, cuidado e suporte. É importante que ambos se sintam valorizados e beneficiados no relacionamento.
Construção de Confiança
Trabalhe na construção e manutenção da confiança mútua. Cumpra suas promessas, seja confiável e honesto(a) em suas ações e palavras. Valorize a confidencialidade e respeite os limites estabelecidos pelo seu parceiro. A confiança é a base para um relacionamento sólido e seguro.
Cuidado com o Passado
Reconheça a influência do passado em seu relacionamento e esteja disposto(a) a curar as feridas emocionais que possam estar afetando a dinâmica atual. Busque compreender os padrões familiares e os sistemas de crenças que influenciam seu comportamento, permitindo-se transformar e crescer juntos.
Objetivos Comuns
Algo imprescindível em uma relação é que o casal olhem sempre para mesma direção. Que eles tenham objetivos comuns e caminhem sempre em direção a este. Muitas vez um deles vai na frente, outras vezes fica um pouco para trás, mas caminham sempre na mesma direção e assim não se perdem.
Compreender como a aceitação, a comunicação autêntica, o equilíbrio entre dar e receber, a construção de confiança e a cura das feridas familiares podem transformar o seu relacionamento amoroso, torna tudo mais leve e fortalece os laços da relação. E neste ponto os ensinamentos de Bert Hellinger é um grande guia para sua jornada de reconexão e descoberta.
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Referências:
Hellinger, Bert. (2003). Para que o amor dê certo. Editora Atman.
Hellinger, Bert. (1998). O Amor do Espírito. Editora Atman.
Desafio 07 dias
Desafio especial de 7 dias – “Curando Feridas e Desbloqueando o Amor”, vou explorar juntos esses aprendizados e mergulhar na abordagem terapêutica da constelação familiar voltada para relacionamentos amorosos. Serão 7 dias de muito conhecimento sistêmico e dinâmicas temáticas. Você terá a oportunidade de se autoconhecer, de entender as dinâmicas ocultas que podem estar afetando seu relacionamento e melhor, libertar-se delas, se assim você decidir.
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Durante 7 dias, vamos mergulhar em exercícios, reflexões e práticas de constelação familiar para nos libertarmos de bloqueios emocionais e construirmos uma base sólida para relacionamentos amorosos saudáveis.
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Já parou para pensar qual é sua função como mãe/pai dos seus filhos? O que representam estes filhos na sua vida de forma profunda e sincera. Como você os está preparando para o futuro e o que você tem feito de modo mais amplo para que este futuro seja acolhedor para os seus filhos. Então, este texto se trata disso do nosso verdadeiro papel como pais, se trata de conscientizar que os filhos vão crescer, e vão passar por nós e levam da gente muito mais que as características físicas. Espero que aprecie a leitura, e que ela te faça pelo menos refletir.
Começo com uma pergunta inquietaste e desconfortável, já que vai mexer em um lugar que ninguém gosta: ”O que você vai SER quando SEU FILHO crescer?”.
A pergunta, não está errada, nós estamos habituados a responder, e também a fazê-la para nossos filhos e outras crianças assim: “o que você vai ser quando crescer?”
Você mesma já deve ter respondido ela um milhão de vezes para os adultos que te cercavam quando era criança. E também, já deve ter feito a mesma pergunta para seus filhos e outras crianças (sobrinhos, amiguinhos dos filhos).
O que você respondia quando te faziam esta pergunta? Você se lembra? Se você se lembra, quem você se tornou hoje, está próximo daquele desejo infantil? O que já até chegou a ser um sonho.
O duro é que a vida já deu muitas voltas, não é mesmo? Jogou duro com a gente e com os nossos sonhos. Tão duro, que deve ter gente que nem se lembra mais o que desejava ser naquela época.
Mas encarando a pergunta tradicional, o que você responderia se eu te perguntasse “o que seus filhos vão ser quando eles crescerem”? Consegue imaginar isso? Tem isso definido com você?
Difícil responder agora, não é mesmo? Principalmente se seu filho for pequeno ou bebe. Nós também temos sonhos para eles, e até algumas projeções, mas tenho certeza que a sua resposta seria subjetiva como: “ah! Eu só quero que ele seja feliz!” Ou… “ Um filho honesto, com certeza”. “Que ele encontre a paz”. “Que seja um profissional realizado”… e por aí vai.
Mas você não correrá o risco de DEFINIR (e limitar) que ele será um médico, engenheiro, advogado, super herói (como nós já sonhamos), lixeiro (digno como tantas profissões), professor, dono de circo, palhaço, YouTuber (está na moda, juro e ganham muito dinheiro), jogador de futebol ou de online ou qualquer reposta parecida com estas. A gente nem liga para o que eles escolherem ser. Não é nada disso que importa para gente. O que realmente desejamos para os nossos pequenos é que estejam bem com eles e com o mundo. Seguros e saudáveis.
Agora voltando a pergunta do título, me responda:
O que VOCÊ vai ser/fazer quando o seu filho(a) crescer? Já pensou nisso?
O que você está fazendo agora, semeando hoje, para o futuro do seu filho ser melhor?
Você está preparando eles para um mundo duro e cruel? Para um mundo de conquistas?
Pare um pouco e tire um tempinho e para pensar sobre isso. Você pode retomar a leitura na sequência. Mas reflita um pouco sobre isso.
Campanha
Em 2015, a Nestlé lançou uma campanha publicitária para o Leite Ninho em formato de entrevistas, onde mães e filhos eram questionados separadamente sobre o que as crianças seriam no futuro e sobre “O que os pais seriam quando os filhos crescessem?”.
As respostas gerais foram o silêncio, gagueira e uma total falta de palavras (assista ao vídeo). Pois isso é algo que não paramos para pensar e na verdade nem queremos pensar nisso agora. Isso se você tiver filhos pequenos, assim como eu. Se seus filhos já cresceram você pode ou deve estar passando pela síndrome do ninho vazio. Mas isso é assunto para outro textão. Embora este texto contenha pontos de vistas refletivos para todos nós.
Chegou a sua vez!
Mas agora chegou a sua vez, me diga como respondeu a pergunta: O que VOCÊ fará quando o seu filho crescer? E o que você tem feito AGORA, para quando este futuro chegar?
Sabe, eu fico surpreso com a quantidade de mulheres que tem essa função materna como uma espécie de profissão. Se tornou o motivo da vida delas.
Ser mãe, ser pai, é na verdade uma FUNÇÃO passageira, ou deveria, né. Mas está cheio de mães criando marmanjões com 40 anos de idade como se fossem umas crianças. Você conhece alguém assim? Ou você é uma delas?
Na descrição dos seus perfis nas redes sociais está assim: “Fulana de tal, mãe da(o) ciclana(o) e da(o) beltrana(o)“. Ou seja, se tornou a profissão dela, a definição da vida dela.
Ela deixou de ser engenheira, advogada, dona de casa, empresária! Sua função social é ser mãe. O que ela quer que o mundo saiba sobre ela: é que ela é MÃE. Ah! Tem as Mães de “doguinhos” também. Nada contra. Mas é isso. É assim que elas se definem.
Ah! se o seu perfil está assim, termine a leitura e tire as conclusões sobre o meu ponto de vista, tá! Cada um tem um e eu te respeito se quiser continuar como está.
Este texto não é para denegrir ou desqualificar a imagem de mãe (que é uma das FUNÇÕES mais lindas que existe). O meu alerta é para o PESO que é para os filhos de mulheres assim! Pois a criança se torna responsável pela VIDA daquela mãe. Por sua alegria, tristeza, êxitos, vitórias e frustrações. Absolutamente tudo.
Imagine ser esta criança. Sinta o quanto isso é pesado. Talvez você tenha sido o(a) filho(a) de uma mãe assim e sabe muito bem como é estar neste lugar.
Imagine quando estas crianças se tornarem adultas. Será que terão liberdade para seguir o seu destino, construir sua família como bem escolherem? Ou ainda estarão presas ao mundo destas mães? Será que terão força e coragem para seguir com suas vidas quando estas mães faltarem? O que você acha?
O nosos papel de pais
O papel de nós pais deveria ser (e eu digo deveria, pois não quero ser arrogante ou dono da verdade) nos tornar DESNECESSÁRIOS à vida dos nossos filhos.
Como assim desnecessários, Tiko??? você está louco??
Não estou não. É isto mesmo. Precisamos nos tornar “desnecessários” para os nossos filhos!
Confesso que eu também me choquei quando ouvi isso pela primeira vez. Até sofri um bocado com essa informação colocada desta maneira que aconteceu durante o meu curso de formação em constelação familiar.
Hoje, depois de refletir (que é a intenção deste texto – te fazer refletir), ela se tornou totalmente coerente e bastante assertiva para o meu novo olhar de terapeuta sistêmico e constelador. E de pai!
Você não é eterno
Um pensamento linear e simples é: “Nós não somos eternos” e não vamos viver o restante das nossas vidas ao lado de nossos filhos. Não vamos estar presentes ao lado deles a cada decisão importante que eles tiverem que tomar.
Então se faz necessário que eles sejam capazes de seguir sozinhos em algum momento (vida adulta). De tomar as melhores decisões possíveis. De enfrentarem o mundo como ele realmente é. Com todos as suas oportunidades e todas as suas dificuldades. Eles precisam aprender amar a sua maneira, precisam se sentirem amados por outras pessoas. Precisam encontrar uma pessoa boa para serem companheiros e quem sabe, dar continuidade à vida, tendo filhos, ensinando, propagando o que entregamos à eles (a vida, os legados).
Nossos filhos vão crescer. É inevitável. Vão cair. Vão machucar. Vão se ferir. Vão quebrar a cara. E Deus queira que quebrem e aprendam. Mas eles devem ser capazes de se levantar e enfrentar qualquer coisa. Eles não podem ser frágeis e se quebrarem diante das primeiras dificuldades. Eles precisam ser fortes. Inteligentes, sábios. E nós perto deles, só tiramos a sua força! A sua confiança.
Devemos dar aos nossos filhos condições e força para eles poderem seguir sozinhos. Irem para vida sem se preocupar conosco.
Eles devem se sentir livres em relação a nós. Fortalecidos com tudo que passamos à eles. E nós devemos ter a certeza que fizemos o nosso melhor e que um dia eles serão capazes de transmitir o que passamos à eles aos seus próprios filhos, nossos netos.
Uma coisa é certa e imutável: nós seremos seus pais sempre e pra sempre. Isso não mudará nunca.
Nós vamos estar em seus pensamentos, nas suas atitudes, na maneira como se comportam. E o mais importante: vamos estar em seus corações. E um dia, se a natureza seguir a sua ordem, não estaremos mais aqui, mas estaremos em suas lembranças: “aprendi isso com meus pais”.
Projeto NÃO DEPENDÊNCIA I – Independência é liberdade
Nós também não podemos (ou devemos) criar nossos filhos para cuidarem de nós.
Desta maneira eles ficarão presos a nós e não vão para vida, para o futuro. Não seguem o que o destino preparou.
E é cruel pensar em criar uma criança conscientemente desta maneira, para esta finalidade (objetivo). Pense no peso que esta criança vai carregar já desde o seu nascimento.
Outro dia, um pai me contou que ficou muito feliz quando descobriu que o seu bebê era uma menina, pois ele tinha certeza que ela ia cuidar dele na velhice. Uau… Dá para perceber o medo deste pai ao abandono? O quão grande e assustador era para ele? E que ele já determinou uma função para esta filha ainda bebê? Certamente ele a educa desde pequena para esta finalidade: cuidar dele quando envelhecer. E isso deveria ser uma escolha, não imposto desta forma.
Tem algo maior por trás da atitude deste pai, algo não perceptível: este lugar que ele quer colocar a filha, é familiar para vocês também. Pois ele quer coloca-la no lugar da MÃE dele. E tudo para preencher o vazio emocional que existe nele. De tudo que não recebeu de sua mãe. Ou acha que não recebeu. Cruel, né. Já pensou ocupar o lugar da sua avó, que pesado? Pois é.
Projeto NÃO DEPENDÊNCIA II – Amor próprio
Para nos tornarmos desnecessários para os nossos filhos, também é preciso cuidar de nós. Ter amor próprio. Saúde em dia. Disposição. É livrar nossos filhos de cuidar da gente. É preparar a nossa mente para o momento de deixar os filhos partirem, casarem (sejam quais forem as suas escolhas), morar fora, mudar-se, crescer, para o que for necessário para felicidade e crescimento dos nossos filhos.
Abençoa e liberta
Algo importante, e que se faz necessário dizer aqui, é que fortalecemos (e muito) nossos filhos ao abençoa-los para ir para vida (nada de gestos mecânicos, frases prontas, sinta no coração). Que eles possam seguir em paz, fortes e com o “melhor que pudemos lhes dar”.
Mas foi o insuficiente? Terá que ser. Foi o melhor que pudemos dar. E com o que demos, ele poderá (e deverá) fazer por si e ampliar/melhorar o que recebeu.
Então.. diga à eles que são livres para ir. E que recebem sua benção para fazer algo melhor. Que você os ama. E é muito feliz por ter lhes dado a vida.
#Fatos
Um fato é um fato. E isso não se discute, correto? Exato.
Nossos filhos vão crescer. E ninguém poderá mudar isso. E nem o fato de que você sempre será pai ou mãe do seu filho. E que vai estar sempre lá quando for necessário. E “quando” você “puder” e sentir que precisa. Acredite no trabalho que você fez. Confia! Em você e neles. Eles são capazes.
Ah! E isso não precisa ser dito. Já deveria estar implícito em você e nos seus filhos.
Minha mudança de pensamento
Eu tive uma grande virada quando fui fazer a formação em Constelação familiar, muitos dos meus pensamentos e crenças mudaram.Essa nova informação mesmo, de me tornar desnecessário para o meu filho, foi uma verdadeira flechada nas minhas crenças!
E logo eu, tão dono da razão. O doutor sabe tudo.
Eu fui criado para ser o filho perfeito. O menino que os pais pudessem se orgulhar.
Para vocês entenderem melhor olha este exemplo: eu fiz faculdade longe da minha cidade natal (interior de São Paulo) e voltei no dia seguinte de formado para casa dos meus pais. Eu contava os dias, as horas, os anos. Eu só queria estar com eles. Ninguém mais me servia.
Então me casei, tive filho e segui os moldes da criação que aprendi com meus pais.
Anos depois de superar alguns processos de depressão.Quando iniciei minha trajetória como terapeuta, eu recebi, digeri (mexeu muito comigo) e assimilei a informação de que teria que ser desnecessário para o meu filho, eu vi o quanto eu estava infeliz, pois era incapaz de seguir a minha vida longe dos meus pais ou do que eles esperavam de mim. Viver a vida da maneira que eu desejava. Estava preso ao mundo dos meus pais.
Não é que era ruim ou que existisse algo errado, mas eu queria e podia evoluir e não estava fazendo nada com o que recebi. Foi um processo longo. Com muita reflexão. Para só depois aceitar. E foi só depois de formado no curso de formação em constelação familiar, que eu mudei meu jeito de pensar, ser e agir.
Nas minhas crenças antigas eu me portava como um pai coruja (babão), que não permitia que meu filho se quer pensasse, pois eu já fazia por ele. Como se eu o achasse incapaz de fazer sozinho. Essa consciência me trouxe muita tristeza e posteriormente força, pois eu percebi que podia mudar, evoluir.
Por anos eu fui o pai que se imaginava ao lado do filho para sempre. Entrando na igreja com ele para se casar. No dia da sua formatura. Saindo com os amigos dele. Viajando juntos pelo mundo. E em tantas outras situações.
Foi durante o curso que eu percebi que a maneira que estava criando meu filho era exatamente a maneira que meus pais fizeram comigo e que me sentia prisioneiro.
E olha que eles me deram muitas coisas boas. Me ensinaram bons valores. Me deram excelente formação educacional. Nutriram-me com seu amor (muitas vezes em excesso). Me davam liberdade para ir, mas era eu quem estava preso ao mundo deles.
Consciente, resolvi mudar. E eu tinha o que era necessário para recomeçar a pensar diferente e principalmente, fazer diferente.
Aceitei tudo que recebi dos meus pais com muita gratidão. Eles fizeram o melhor que puderam, da maneira que eles acreditavam que era o correto e com os conhecimentos que estavam disponíveis à eles.
Hoje, eu ainda estou em processo de mudança (Sempre estarei em evolução. Espero!). Sofro com muitas posturas que tenho que tomar como adulto e como pai. Mas entendo que estou fazendo o melhor para mim e para o meu filho.
E como diz o ditado: “eu estou criando meu filho para o mundo”. Agora sinto assim.
“Nós devemos criar nossos filhos para o mundo”
Finalizando
Não tem tem fim. É só o começo minha amiga(o).
Cada um é diferente do outro. É assim que olhamos através da Constelação, sem julgamentos. Nós olhamos para cada pessoa como uma parte do todo. Quem você é, de onde veio, o ambiente em que vive, as suas crenças. Olhamos tudo. Todos. Eu VEJO você. Da maneira como você é, e te aceito assim. Sem julgamentos.
Mas a minha missão com este texto é informar e compartilhar este olhar de que não somos eternos. E temos que dar aos nossos filhos condições ideais de sobrevivência, liberdade de escolhas e segurança para seguir o seu destino rumo ao futuro. Seu futuro.
Não existe fórmula mágica ou um único caminho a seguir. Se o que eu coloco aqui, fizer sentido para você como fez para mim, mude! Permita-se pensar diferente do que te ensinaram e você acreditou a via toda. Permita-se agir diferente. No futuro, seus filhos podem até te agradecer, pois pensando e agindo assim, eles ganham a liberdade de poder fazer diferente. De serem diferentes. De serem felizes.
Não julgue. Só abra a sua mente. Permita-se olhar e refletir por este novo ponto de vista. Valide se faz sentido para você. Se não fizer, está tudo bem também, seus filhos vão crescer do mesmo jeito. De uma maneira ou de outra. Mas faça aquilo que você tem convicção que é o seu melhor como pais.
Grande abraço.
Tiko Santos
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Uma existência em sofrimento é um convite à abreviação. Existir e não ser pleno, não se sentir no caminho é estar fora da rota. É rumar para um lugar desconhecido que possa abreviar este sofrimento.
Por quanto tempo você pode viver se sua vida for um constante sofrimento? Por isso é um convite à abreviação. Pois seu corpo vai adoecer querendo lhe passar a mensagem que tem algo de errado acontecendo. Os hormônios gerados por tais emoções (cortisol, corticotrofina, estrogênio, progesterona, T4) podem desencadear uma tristeza extensa, dificultando a comunicação cerebral.
Já a falta de hormônios do bem estar, como a serotonina, que é um neurotransmissor, é uma porta aberta para a depressão.
E eu não sou lá entendido em biologia para falar profundamente sobre o assunto, mas por quanto tempo um corpo pode viver assim?
O que acontece, e observamos nas constelações familiares, é que muito dos sentimentos que carregamos tem origem nos nossos ancestrais e são parte do que herdamos. É como se uma batata-quente invisível fosse passada de geração em geração até que alguém se prontifique a resolver.
E algo precisa ser dito: nós somos muito fiéis aos nossos antepassados e às batatas-quentes que precisamos superar.
E muitas vezes, ao longo da nossa caminhada, a gente simplesmente desiste. Então o problema/dificuldade volta e fica esperando outra geração para se manifestar.
LIBERANDO A BATATA-QUENTE
Resolver esta “Batata Quente Herdada” é libertador não só para quem o faz, mas para todos que pertecem aquele sistema. E até para àqueles que vieram antes de nós.
Seus pais que também vivenciaram este mesmo problema e não conseguiram superá-lo se encherão de orgulho ao vê-lo superar tal herança. E todos que vierem após você não mais precisarão viver com aquela dificuldade.
Todos nós podemos ocupar o lugar da solução. Conflitar e resolver esse problema, essa esperança, ou como quiserem definir. Mas se nada fazemos, nada conseguimos. Seremos apenas mais uma vítima.
Resolvendo este conflito nós desobrigamos o sistema a ter que lhe dar com ele novamente. Podemos ressignificar, entender, aceitar, honrar, incluir, acolher. Podemos solucionar.
COMO?
Mas como podemos fazer isso? Bom… primeiramente identificando, tomando consciência de tal problema. Então cabe a nós aceitar. Aceitar que isto já está a várias gerações em nossas vidas. Aceitar tudo aquilo que gerou de positivo e negativo. Apreender. Tirar lições do que aquilo trouxe de bom (sempre tem algo de bom). E superar, abrir mão.
Ter consciência das nossas dificuldades nos permite AGIR! Tomar decisões melhores e mais sábias. E a Constelação Familiar é maravilhosa neste sentido: identificar, ressignificar e desidentificar.
Tudo isso para poder superar e libertar você, os que vieram antes de você e os que virão após você. Seja o agente que faz a diferença para o seu sistema.
Gostou? Veja mais sobre o assunto no meu canal do YouTube.
Existe coração pela metade? Existe meio de mim ou de você? Nós não existiríamos sem os nossos pais. É um fato e independe do que acreditamos.
Independente do destino que escolhermos, do que construirmos e de quem nos tornarmos, ainda assim seremos a continuação da história dos nossos pais. Obtendo sucesso ou fracasso. E mesmo que neguemos a eles este lugar. Eles ainda serão nossos pais.
Biologicamente somos feitos de 50% dos genes do nosso pai e outros 50% da nossa mãe. Mas herdamos deles muito mais do que características físicas. Gênio, manias, segredos, energia, modo como enxergam o mundo estão implícitos em nossas vidas.
Então sim… eles estão na nossa pele, no nosso jeito de ser, pensar e agir.
MAS MEUS PAIS ME MAGOARAM
Ok. Isso é possível e de certa maneira comum. Pais abandonam casamentos, traem uns aos outros. Tem atitudes desonrosas. E depois quando crescemos não são bem aqueles que idealizamos. Eles podem ser agressivos, vazios, indiferentes e outros mil defeitos. Mas ainda assim são nossos pais.
São seres humanos.
Nós também temos defeitos e erramos. Erramos com nossos parceiros, com nossos filhos e com nossos pais. Todos nós podemos errar e o fazemos.
REJEIÇÃO AOS PAIS
Com todas essas informações, pense comigo, rejeitar um dos pais, independente dos seus atos, é rejeitar a nós mesmos. Uma parte de nós.
E como conviver com isso? Excluindo uma parte de si? De quem somos, de onde viemos?
Não existe nenhuma parte de nós que “não seja” inteira. Não dá para viver com meio coração. Um só lado do corpo. Metade da cabeça. Não é assim que funciona. Independente das atitudes do Homem e da Mulher, a função Pai e Mãe é divina e inquestionável. Nosso DNA carrega características de ambos e isso indefere das minhas crenças e dos meus desejos. É assim e pronto.
MAS COMO ISSO PODE INFLUENCIAR MINHA VIDA
Imagine rejeitar seu pai porquê ele abandonou a família ou não está pagando a pensão que é devida, essa rejeição se volta contra nós mesmos, inconscientemente. E nós nos punimos de alguma forma, pois depositamos toda essa raiva em nossa vida de forma inconsciente.
Muitas vezes somos “alimentados pela visão” dos nossos pais. Muitas mães manifestam seu ódio pelo pai, ou o pai diminui as atitudes da mãe diante dos filhos. E toda essa ofensa, esse julgamentos, nos prejudica enquanto filhos, pois não conseguimos ficar à parte disso. E esses sentimentos (palavras/julgamentos) intoxicam nossa alma e criam percepções negativas sobre o acusado.
Então ao tomar partido e odiar nosso pai ou nossa mãe, odiamos a nós mesmos. Nós sabotamos nossos relacionamentos, nossos empregos, nosso desempenho. Nós adoecemos.
O QUE FAZER
Ambas as técnicas que trabalho tem um olhar para isso. Através da TFT é possível eliminar esse olhar de julgamento para os nossos pais. Somos capazes de perdoar, de ressignificar e anular os sentimentos ruins.
Já a Constelação Familiar, ajuda a identificar as origens dos conflitos familiares, possibilitando pensar novas soluções e harmonizar essas as dinâmicas familiares.
Na constelação nós dizemos uma frase sistêmica muito poderosa: “vocês são os pais ideais para mim”. Quando você aceita isso, todo seu mundo se torna mais leve, porque você assume o seu lugar e tira todo peso dos seus pais, os liberando de todas as suas expectativas. E isso é mais leve para eles também.
Quando cada um ocupa seu lugar, tudo fica em ordem, a vida fica mais fluída.
Do que você tem raiva? Será que é normal sentir raiva durante o isolamento social que estamos vivendo? E a pergunta que não se cala: eu consigo tratar essa raiva?
Sim, todos nós conseguimos tratar a raiva e no final do texto tem um link de um vídeo que eu postei no meu canal do YouTube com uma técnica simples para baixar e controlar o seu nível de raiva.
Mas é importante entender porque sentimos raiva e do que.
Nossas vidas estão tão corridas e tão sem sentido, que a gente sai distribuindo sentimentos sem pensar de onde vem e para que estamos fazendo isso. E sem medir a consequência dos nossos atos.
SENTIR RAIVA FAZ BEM?
Se eu te perguntasse: sentir raiva faz bem para o seu corpo? O que você me diria? Como é este sentimento para você. Como o seu corpo reage. Você fica ruborizado, indicando que seus sistema sanguíneo está trabalhando com excesso. Se o sangue estava todo distribuído no seu corpo e agora está na sua pele, braços e pernas, significa que os órgãos internos ficaram com pouco. Seu coração se agita ao ponto de parecer que vai sair do seu corpo. Sua cabeça dói, porque ha excesso de sangue no seu cérebro também para compensar o excesso de atividades.
E ae… o que achou? Posso continuar? Devo?
Então vem as reações extra-corpo ao sentir raiva. Porquê dá vontade de chutar, socar, atropelar ou xingar o primeiro que aparecer na nossa frente. Em quem normalmente está ali ao nosso lado? Aqueles que amamos. Ou alguém que não tem nada haver com o ocorrido. E é justamente nessas pessoas que descontamos a nossa raiva. Descarregamos todo nosso furor. Transferimos o ódio que vai nascendo dentro da gente, para que o nosso coração não exploda.
E agora é tarde!!! Eu já explodi e ofendi alguém que eu amo. Já chutei o cachorrinho inocente na rua. E depois vem a CULPA. E nós não lhe damos bem com a culpa. Porque aprendemos a sentir culpa com nossos pais. Nos sentíamos culpados por sentirmos que não cumpríamos as suas expectativas. Não comíamos tudo que estava no prato. Não tirávamos as notas que eles queriam. E a lista é grande. Extensa.
Mas dá para entender um pouquinho de onde vem a raiva? E em quem nós gostaríamos de descontá-la mas nunca tivemos coragem e nunca teremos. Eu não posso jogar minhas sujeiras naqueles que me deram a vida.
Bert Hellinger
O desenvolvedor das Constelações Familiares cita uma frase interessante no livro “As Ordens do Amor” a respeito da raiva:
“Que mal lhe fiz para estar tão furioso com você?”
Bert Hellinger – As Ordens do Amor
Veja.. sentir raiva funciona como uma defesa contra a nossa culpa pessoal. E essa culpa é uma tentativa de escapar desta de uma dor. A procuramos onde está a culpa porque queremos escapar dessa dor. Mas passar por esta dor também nos faz livres. A raiva também pode estar contida, reprimida. Raiva de uma vida toda. Do passado. De não poder ser quem gostaria. Então é preciso contê-la. Mas a raiva se expressa em nós em vários níveis. Como defesa, culpa, falta de reconhecimento, desequilíbrios, tem até aquela Raiva que adotamos de outras pessoas. Mas existe uma raiva importante, destituída de emoção e que quando preciso é uma virtude, pois nos coloca em alerta e centrados. É disso que se trata. É assim que devemos ver. Usar essa raiva estrategicamente ao nosso favor.
GRATIDÃO – COLOCANDO ORDEM NO AMOR
E se você mudasse o seu olhar sobre sentir raiva. Agradecesse a tudo que foi. Como foi. E colocasse aquele a que lhe provocou a raiva em um lugar diferente, de compreensão, amor e gratidão.
Se tomarmos posse da nossa vida. Sim, o controle mesmo. E assumíssemos o lugar de controle de tudo. O que eu erro e o que eu acerto. De tudo que acontece comigo e já aconteceu. Eu sou responsável.
Ver dessa forma eu acabo com vitimismo (sentimento infantil) e com o meu algoz. Tiro o poder dele sobre a minha vida, porque eu assumo a minha responsabilidade. Mas eu ressignifico o papel deste algoz/acusador na minha vida, a partir deste momento como um “adulto pronto para vida”, eu o tomo como um impulsionador e não mais um oponente. Eu tiro ele da minha frente como opositor e coloco ele atrás de mim como impulso. Vou explicar melhor.
COMO MUDAR
Se conseguíssemos olhar para nossos algozes, ou inimigo (acho essa palavra pesada), e dizermos internamente (para não os deixar ainda mais irritados) e acreditando nas nossas palavras, algo que pode nos ser doloroso, mas que nos colocará numa posição melhor, a seguinte frase:
“Obrigado por me indicar onde dói. Embora eu não entenda porque fez isso comigo, eu sei que ALGUÉM maior que nós dois, te colocou ali para isso e você tocou meu PONTO FRACO. Dói. Descobri que dói muito. E talvez nem tinha consciência dessa dor ou de onde doía. Eu não sei a sua intenção, mas eu te agradeço e te libero de toda minha raiva.”
Uau…. é libertadorrrrrr… é empoderador! Tirar do outro o controle da minha felicidade, da minha paz. Tomar posse disso. Uau… É bom demais! Experimente. Eu libero a mim e ao outro.
Quando olhamos isso na Constelação Familiar, fica claro que se não o fazemos isso, a vida se encarrega de enviar outra pessoa ou situação com o mesmo aviso, apontando para o mesmo ponto que dói, e talvez o faça com mais energia e força. Até que possamos resolver e prosseguir.
Dá para controlar – sentir raiva?
Quer aprender uma técnica para controlar a sua raiva? E levá-la a um nível aceitável, que você possa controlá-la e ela não faça mau a sua saúde?
De onde vem os traumas da minha história e porquê eu os ativo? Como faço para tratá-los?
Durante este período de isolamento nós ficamos acabamos ficando mais sensíveis a tudo que acontece e as constantes notícias negativas que somos expostos. E isso ativa um monte de pensamentos ruins na nossa mente.
Mas e estes traumas que apareceram justo agora, são nossos? E porque estão conosco?
Bom, vamos pensar no contexto histórico. Nós já nascemos traumatizados, porque sair do conforto da barriga das nossas mães e ter que começar a respirar de uma hora para outra não é algo fácil, não é mesmo? E depois ser colocado em isolamento por algumas horas, longe das nossas mães (até ela se recuperar do parto), deve ser uma eternidade.
E depois tem o que herdamos das gerações que vieram antes de nós. Europeus migrando para o Brasil depois da peste, fome e guerra e ainda chegando aqui tendo que grilar, matar e se impor. Negros que foram extraídos de sua terra natal e forçados a virem para cá. Índios que tiveram suas terras invadidas e roubadas. E todas as histórias que estamos cansados de ouvir.
TRAUMA TRANSGERACIONAL
Quando existe um padrão de trauma por várias gerações nós chamamos isso de Traumas Transgeracional. Ou seja, ele transcende as gerações. E podem ser mais de um trauma. E quando você trabalha aquele trauma em você, essa força também atua nas gerações passadas e nas futuras, pois ficarão livres.
O importante é ver que não é só um e sim vários. E é importante olhar para cada um deles e tratá-los um a um. Muitas vezes com a resolução de um outro menor pode surgir, mas já não terá a força do primeiro.
É como se sua vida fosse um rio e em determinada parte forma-se uma barreira impedindo a água de fluir seu curso normal (a água sempre dá um jeito, de seguir o fluxo, mesmo com os obstáculos). Quando você tira essa barreira, ela volta a fluir da maneira que lhe é natural, porém isso não assegura que existam mais obstáculos adiante.
Genocídio em Ruanda
Em 1994, durante a Guerra Civil de Ruanda, aconteceram genocídios. Um verdadeiro massacre em massa de pessoas de grupos étnicos diferentes.
As crianças sobreviventes a este genocídio foram recolhidas a orfanatos e eram conhecidas como crianças Zumbis, pela falta de expressão. Entre 2006 e 2007 a psicóloga e PhD americana, Caroline Sakai, ensinou e aplicou TFT em 400 destes órfãos com enorme sucesso para o tratamento do TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático) em pré-adolescentes sobreviventes do genocídio de 1994 em Ruanda. Existe um vídeo muito bonito (clique aqui para assistir) e um documentário em DVD.
Várias missões de cura têm sido conduzidas por praticantes de TFT ao redor do mundo. Conheça abaixo algumas delas:
Traumas de guerra em Kosovo;
Vítimas de genocídio em Ruanda e Uganda;
Vítimas de genocídio na República Democrática do Congo;
Discriminação racial na África do Sul;
Vítimas do furacão Katrina em New Orleans;
Vítimas do atentado de 11 de Setembro em Nova Iorque;
Vítimas do atirador da escola Columbine High School no Colorado;
Vítimas das enchentes de Tabasco, no México;
Vítimas de furacões no Haiti.
MAS COMO TRATAR TRAUMAS?
Eu trabalho com três linhas de tratamento e muitas vezes todas elas em conjunto.
A Constelação Familiar é uma das abordagens que utilizo e com ela é possível diagnosticar padrões invisíveis e através de frases de reconciliação (frases curativas) compreender, ressignificar e ficar em paz com aquele trauma.
Com a radiestesia e radiônica é possível fazer medições e investigações e fazer as limpezas e harmonizações que forem necessárias. Trabalhando a transmutação de padrões, medos, bloqueios e traumas
E por fim, a TFT (Thought Field Therapy), que é a junção de acupuntura com a ponta dos dedos e psicologia. Você pensa no problema a ser tratado e observa os resultados de maneira rápida e duradoura. Com a TFT é possível tratar e eliminar estes traumas.
A parte boa de tudo isso é que durante a Quarentena eu vou liberar o acesso a alguns vídeos meus no YouTube e um deles é o tratamento de traumas com a TFT. Dá uma olhadinha lá e bora tratar os traumas referentes a quarentena ou os que já estão na sua vida a mais tempo.
Ah! E não esquece de compartilhar, porque neste período muita gente precisa e pode se beneficiar com este tratamento. Quantos amigos não estão passando por momentos difíceis e com pensamentos ruins? Então vai lá… e manda o link para eles!
Você já pensou porque você grita com seu filho? Porque se altera tanto na relação com ele? Será que o problema é da criança ou da sua criança que não foi ouvida na infância?
Eu aprendi que quando duas pessoas conversam e uma delas começa a alterar a voz, é porque vai sentindo um distanciamento entre elas. E para que o outro continue ouvindo é preciso aumentar a voz, até que chega um ponto que a pessoa se pega gritando para que o outro a pouca distância (a mesma do início da conversa) continue a lhe ouvir.
Aqui já dá para se ter uma ideia dessa dinâmica do grito, não é mesmo? Por que precisamos gritar para sermos ouvidos por alguém que se encontra em nossa frente?
Esqueça que esse alguém é você. Imagine uma cena com outras pessoas. Agora JULGUE! Vai… agora é permitido. O que você vê? Uma criança não é mesmo? Uma criança. A nossa criança.
Quando crianças somos cheios de dores e medos e o grito é também um mecanismo de defesa para espantar algo maior ou simplesmente chamar a atenção de nossa mãe ou um adulto. Chamando proteção.
Então para que um adulto grita? Um pai grita? É a criança interior dele que grita. Que clama por atenção. Que quer ser ouvida. Ter um pouco de atenção e quem sabe de amor. É querer ser visto. É um sentimento ainda de vazio infantil.
CRIANÇA X ADULTO
A criança tem um senso de urgência. Que precisa ser nutrido (saciado) naquele momento ou algo ruim pode acontecer. Ela quer tudo para AGORA. Não sabe esperar.
Um adulto deveria saber se posicionar. Impor suas vontades com clareza. E aguardar o tempo certo para cada resposta. Muitas vezes essa resposta não vem de imediato. Mas um adulto sabe que é assim. E espera com sabedoria.
Precisamos ser mais atenciosos com a nossa “criança interior”, dar-lhe o que muitas vezes foi negado. Fazê-la ser vista e amada. Isso é crescer. Isso é ser adulto. Dar um novo significado as suas carências do passado. Assumir uma nova postura com novas ações.
Seja sábio para filtrar o que não lhe serve mais e se agarrar ao que lhe é mais caro. Agradeça as oportunidades de crescer e ser um adulto saudável. Pense sobre “o porque” você grita com seu filho e mude suas dinâmicas.
Quando for gritar com uma criança novamente ou mesmo com outra pessoa, pare um pouquinho e pense se é no outro mesmo que você quer descontar a sua raiva do vazio da infância.
CONSTELAÇÃO FAMILIAR SISTÊMICA
Na Constelação Sistêmica essa dinâmica fica bastante clara. Nela é possível ver se fomos ou não vistos por nossas famílias. Muitas vezes fomos, mas nossa percepção foi totalmente contrária. Nossos pais precisavam trabalhar. Mas na nossa visão infantil, eles não ficavam conosco porque não nos amavam ou tínhamos feito algo feio e precisávamos ser punidos.