Reflexões a partir de um Vídeo de Marcos Piangers e a importância do Pai sob a visão da Constelação Familiar.
No mês passado, enquanto me preparava para gerar material relacionado ao tema dos pais e constelação familiar, me deparei com um vídeo muito legal do Marcos Piangers. Ele abordou algo que sempre me cativa: o impacto da presença do pai na vida dos filhos. E isso não é apenas uma observação comum; há pesquisas e estudos que respaldam essa afirmação. Pelo menos nas Constelações Familiares.
Piangers destacou que, quando falta a figura paterna em casa, a probabilidade de um menino ter problemas de conduta, desrespeitar autoridades e regras é bem maior. Isso ocorre porque, em muitos casos, o menino não estabeleceu uma relação adequada com o pai que exerce uma forte figura de autoridade quando somos crianças. Essa questão me lembrou muito os ensinamentos da antroposofia, que enfatiza a importância do equilíbrio entre as energias masculinas e femininas em nossa vida. Quando comecei a trabalhar com protocolos dentro do TFT um estudo que me baseou foram os setênios da antroposofia.
Depois, no curso de constelação familiar, aprendi sobre essa dinâmica e sua relevância. O masculino, a energia paterna, a referência do pai são aspectos cruciais na formação de um indivíduo. E não se trata apenas de uma figura física, mas também da presença emocional e espiritual do pai na vida do filho. Da função que a energia masculina tem na nossa formação.
O vídeo de Piangers também trouxe à tona uma parte mais triste da equação: meninas que crescem sem a presença do pai têm maior probabilidade de engravidar mais cedo. Isso acontece porque, em busca do vazio do amor paterno, elas podem procurar esse afeto em relacionamentos amorosos. Essas meninas, que muitas vezes foram abandonadas por seus pais, acabam sendo deixadas por seus parceiros também, agravando ainda mais a situação.
Entendo que, nos dias de hoje, os homens muitas vezes não representam a mesma força ou presença que costumavam ter na sociedade. No entanto, é fundamental reconhecer que eles desempenham um papel crucial em nossas vidas. As figuras paternas, mesmo que não se encaixem no estereótipo tradicional, oferecem algo único e necessário para o equilíbrio de todos nós.
Portanto, se você está criando um filho homem e sente que está fazendo o papel de pai, mesmo que o pai biológico não participe muito ou não sirva de exemplo em seu entendimento, não subestime a importância do que você está oferecendo. Mostre a ele diferentes maneiras de ser e fazer, transmitindo os valores que você considera essenciais. A presença e a orientação que você oferece podem fazer toda a diferença na vida dele.
É crucial lembrar que, no universo das constelações familiares, cada membro da família desempenha um papel vital. A harmonia e o equilíbrio vêm quando reconhecemos e valorizamos essas conexões, independentemente das formas em que elas se manifestam. Vamos continuar refletindo sobre a importância do pai e da mãe em nossas vidas e como isso influencia nossa jornada na constelação familiar. Juntos, podemos aprender e crescer, honrando todas as partes que compõem nosso sistema familiar.
Se esta postagem ressoou com você de alguma forma ou se você precisa de alguém para conversar, não hesite em me enviar uma mensagem. Estou aqui para apoiar e ouvir. Juntos, podemos encontrar esperança e soluções.
E lembre-se, a vida é preciosa, e cada um de nós desempenha um papel importante no sistema familiar. Vamos cuidar uns dos outros e trazer mais luz a esses temas delicados.
Envie-me uma mensagem agora mesmo e vamos começar uma conversa. Você não está sozinho nesta jornada.
Ok, todos nós somos loucos por nossas mães. Mas você sabe a real importância da mãe para nossa vida? Sim, foi ela quem te deu a vida, te protegeu, te nutriu com alimentos e afetos. Foi ela o seu primeiro amor. Sua primeira referência.
A relação com a mãe é uma das mais importantes e significativas na vida de qualquer pessoa. Segundo os ensinamentos de Bert Hellinger, fundador da Constelação Familiar, a mãe é a base para a nossa vida, a fundação que nos permite crescer e prosperar.
A mãe é a primeira fonte de amor e afeto que experimentamos, a primeira pessoa que nos nutre e cuida. Ela é responsável por estabelecer os primeiros vínculos emocionais e por transmitir os primeiros valores e crenças que carregamos por toda a vida.
Na perspectiva da Constelação Familiar, a mãe é considerada a figura primordial de proteção e segurança. Ela é vista como um porto seguro para as crianças, um lugar onde elas podem se refugiar quando se sentem ameaçadas ou inseguras.
A relação com a mãe pode ter um impacto significativo em nossas vidas adultas. Uma relação saudável com a mãe pode nos fornecer a base sólida que precisamos para enfrentar os desafios da vida. Por outro lado, uma relação disfuncional ou ausente pode deixar uma marca duradoura em nossa autoestima e autoconfiança.
Alguns exemplos de como a importância da mãe na nossa vida pode moldar nossas crenças e comportamentos incluem: a necessidade de aprovação, a busca por relacionamentos disfuncionais ou abusivos, a dificuldade em estabelecer limites saudáveis e a falta de confiança em si mesmo e nos outros.
Por isso, é importante olhar para a relação com a mãe com honestidade e compaixão. Reconhecer a importância dessa figura em nossas vidas e trabalhar para curar quaisquer feridas emocionais que possamos ter é essencial para o nosso bem-estar e para a nossa capacidade de criar relacionamentos saudáveis e significativos.
Se você está interessado em explorar a relação com a sua mãe e aprender mais sobre como a Constelação Familiar pode ajudar nesse processo de cura, participe do nosso workshop temático “Curando a relação com a mãe”, onde abordaremos esses e outros temas relacionados. Clique aqui e saiba mais!
Já parou para pensar qual é sua função como mãe/pai dos seus filhos? O que representam estes filhos na sua vida de forma profunda e sincera. Como você os está preparando para o futuro e o que você tem feito de modo mais amplo para que este futuro seja acolhedor para os seus filhos. Então, este texto se trata disso do nosso verdadeiro papel como pais, se trata de conscientizar que os filhos vão crescer, e vão passar por nós e levam da gente muito mais que as características físicas. Espero que aprecie a leitura, e que ela te faça pelo menos refletir.
Começo com uma pergunta inquietaste e desconfortável, já que vai mexer em um lugar que ninguém gosta: ”O que você vai SER quando SEU FILHO crescer?”.
A pergunta, não está errada, nós estamos habituados a responder, e também a fazê-la para nossos filhos e outras crianças assim: “o que você vai ser quando crescer?”
Você mesma já deve ter respondido ela um milhão de vezes para os adultos que te cercavam quando era criança. E também, já deve ter feito a mesma pergunta para seus filhos e outras crianças (sobrinhos, amiguinhos dos filhos).
O que você respondia quando te faziam esta pergunta? Você se lembra? Se você se lembra, quem você se tornou hoje, está próximo daquele desejo infantil? O que já até chegou a ser um sonho.
O duro é que a vida já deu muitas voltas, não é mesmo? Jogou duro com a gente e com os nossos sonhos. Tão duro, que deve ter gente que nem se lembra mais o que desejava ser naquela época.
Mas encarando a pergunta tradicional, o que você responderia se eu te perguntasse “o que seus filhos vão ser quando eles crescerem”? Consegue imaginar isso? Tem isso definido com você?
Difícil responder agora, não é mesmo? Principalmente se seu filho for pequeno ou bebe. Nós também temos sonhos para eles, e até algumas projeções, mas tenho certeza que a sua resposta seria subjetiva como: “ah! Eu só quero que ele seja feliz!” Ou… “ Um filho honesto, com certeza”. “Que ele encontre a paz”. “Que seja um profissional realizado”… e por aí vai.
Mas você não correrá o risco de DEFINIR (e limitar) que ele será um médico, engenheiro, advogado, super herói (como nós já sonhamos), lixeiro (digno como tantas profissões), professor, dono de circo, palhaço, YouTuber (está na moda, juro e ganham muito dinheiro), jogador de futebol ou de online ou qualquer reposta parecida com estas. A gente nem liga para o que eles escolherem ser. Não é nada disso que importa para gente. O que realmente desejamos para os nossos pequenos é que estejam bem com eles e com o mundo. Seguros e saudáveis.
Agora voltando a pergunta do título, me responda:
O que VOCÊ vai ser/fazer quando o seu filho(a) crescer? Já pensou nisso?
O que você está fazendo agora, semeando hoje, para o futuro do seu filho ser melhor?
Você está preparando eles para um mundo duro e cruel? Para um mundo de conquistas?
Pare um pouco e tire um tempinho e para pensar sobre isso. Você pode retomar a leitura na sequência. Mas reflita um pouco sobre isso.
Campanha
Em 2015, a Nestlé lançou uma campanha publicitária para o Leite Ninho em formato de entrevistas, onde mães e filhos eram questionados separadamente sobre o que as crianças seriam no futuro e sobre “O que os pais seriam quando os filhos crescessem?”.
As respostas gerais foram o silêncio, gagueira e uma total falta de palavras (assista ao vídeo). Pois isso é algo que não paramos para pensar e na verdade nem queremos pensar nisso agora. Isso se você tiver filhos pequenos, assim como eu. Se seus filhos já cresceram você pode ou deve estar passando pela síndrome do ninho vazio. Mas isso é assunto para outro textão. Embora este texto contenha pontos de vistas refletivos para todos nós.
Chegou a sua vez!
Mas agora chegou a sua vez, me diga como respondeu a pergunta: O que VOCÊ fará quando o seu filho crescer? E o que você tem feito AGORA, para quando este futuro chegar?
Sabe, eu fico surpreso com a quantidade de mulheres que tem essa função materna como uma espécie de profissão. Se tornou o motivo da vida delas.
Ser mãe, ser pai, é na verdade uma FUNÇÃO passageira, ou deveria, né. Mas está cheio de mães criando marmanjões com 40 anos de idade como se fossem umas crianças. Você conhece alguém assim? Ou você é uma delas?
Na descrição dos seus perfis nas redes sociais está assim: “Fulana de tal, mãe da(o) ciclana(o) e da(o) beltrana(o)“. Ou seja, se tornou a profissão dela, a definição da vida dela.
Ela deixou de ser engenheira, advogada, dona de casa, empresária! Sua função social é ser mãe. O que ela quer que o mundo saiba sobre ela: é que ela é MÃE. Ah! Tem as Mães de “doguinhos” também. Nada contra. Mas é isso. É assim que elas se definem.
Ah! se o seu perfil está assim, termine a leitura e tire as conclusões sobre o meu ponto de vista, tá! Cada um tem um e eu te respeito se quiser continuar como está.
Este texto não é para denegrir ou desqualificar a imagem de mãe (que é uma das FUNÇÕES mais lindas que existe). O meu alerta é para o PESO que é para os filhos de mulheres assim! Pois a criança se torna responsável pela VIDA daquela mãe. Por sua alegria, tristeza, êxitos, vitórias e frustrações. Absolutamente tudo.
Imagine ser esta criança. Sinta o quanto isso é pesado. Talvez você tenha sido o(a) filho(a) de uma mãe assim e sabe muito bem como é estar neste lugar.
Imagine quando estas crianças se tornarem adultas. Será que terão liberdade para seguir o seu destino, construir sua família como bem escolherem? Ou ainda estarão presas ao mundo destas mães? Será que terão força e coragem para seguir com suas vidas quando estas mães faltarem? O que você acha?
O nosos papel de pais
O papel de nós pais deveria ser (e eu digo deveria, pois não quero ser arrogante ou dono da verdade) nos tornar DESNECESSÁRIOS à vida dos nossos filhos.
Como assim desnecessários, Tiko??? você está louco??
Não estou não. É isto mesmo. Precisamos nos tornar “desnecessários” para os nossos filhos!
Confesso que eu também me choquei quando ouvi isso pela primeira vez. Até sofri um bocado com essa informação colocada desta maneira que aconteceu durante o meu curso de formação em constelação familiar.
Hoje, depois de refletir (que é a intenção deste texto – te fazer refletir), ela se tornou totalmente coerente e bastante assertiva para o meu novo olhar de terapeuta sistêmico e constelador. E de pai!
Você não é eterno
Um pensamento linear e simples é: “Nós não somos eternos” e não vamos viver o restante das nossas vidas ao lado de nossos filhos. Não vamos estar presentes ao lado deles a cada decisão importante que eles tiverem que tomar.
Então se faz necessário que eles sejam capazes de seguir sozinhos em algum momento (vida adulta). De tomar as melhores decisões possíveis. De enfrentarem o mundo como ele realmente é. Com todos as suas oportunidades e todas as suas dificuldades. Eles precisam aprender amar a sua maneira, precisam se sentirem amados por outras pessoas. Precisam encontrar uma pessoa boa para serem companheiros e quem sabe, dar continuidade à vida, tendo filhos, ensinando, propagando o que entregamos à eles (a vida, os legados).
Nossos filhos vão crescer. É inevitável. Vão cair. Vão machucar. Vão se ferir. Vão quebrar a cara. E Deus queira que quebrem e aprendam. Mas eles devem ser capazes de se levantar e enfrentar qualquer coisa. Eles não podem ser frágeis e se quebrarem diante das primeiras dificuldades. Eles precisam ser fortes. Inteligentes, sábios. E nós perto deles, só tiramos a sua força! A sua confiança.
Devemos dar aos nossos filhos condições e força para eles poderem seguir sozinhos. Irem para vida sem se preocupar conosco.
Eles devem se sentir livres em relação a nós. Fortalecidos com tudo que passamos à eles. E nós devemos ter a certeza que fizemos o nosso melhor e que um dia eles serão capazes de transmitir o que passamos à eles aos seus próprios filhos, nossos netos.
Uma coisa é certa e imutável: nós seremos seus pais sempre e pra sempre. Isso não mudará nunca.
Nós vamos estar em seus pensamentos, nas suas atitudes, na maneira como se comportam. E o mais importante: vamos estar em seus corações. E um dia, se a natureza seguir a sua ordem, não estaremos mais aqui, mas estaremos em suas lembranças: “aprendi isso com meus pais”.
Projeto NÃO DEPENDÊNCIA I – Independência é liberdade
Nós também não podemos (ou devemos) criar nossos filhos para cuidarem de nós.
Desta maneira eles ficarão presos a nós e não vão para vida, para o futuro. Não seguem o que o destino preparou.
E é cruel pensar em criar uma criança conscientemente desta maneira, para esta finalidade (objetivo). Pense no peso que esta criança vai carregar já desde o seu nascimento.
Outro dia, um pai me contou que ficou muito feliz quando descobriu que o seu bebê era uma menina, pois ele tinha certeza que ela ia cuidar dele na velhice. Uau… Dá para perceber o medo deste pai ao abandono? O quão grande e assustador era para ele? E que ele já determinou uma função para esta filha ainda bebê? Certamente ele a educa desde pequena para esta finalidade: cuidar dele quando envelhecer. E isso deveria ser uma escolha, não imposto desta forma.
Tem algo maior por trás da atitude deste pai, algo não perceptível: este lugar que ele quer colocar a filha, é familiar para vocês também. Pois ele quer coloca-la no lugar da MÃE dele. E tudo para preencher o vazio emocional que existe nele. De tudo que não recebeu de sua mãe. Ou acha que não recebeu. Cruel, né. Já pensou ocupar o lugar da sua avó, que pesado? Pois é.
Projeto NÃO DEPENDÊNCIA II – Amor próprio
Para nos tornarmos desnecessários para os nossos filhos, também é preciso cuidar de nós. Ter amor próprio. Saúde em dia. Disposição. É livrar nossos filhos de cuidar da gente. É preparar a nossa mente para o momento de deixar os filhos partirem, casarem (sejam quais forem as suas escolhas), morar fora, mudar-se, crescer, para o que for necessário para felicidade e crescimento dos nossos filhos.
Abençoa e liberta
Algo importante, e que se faz necessário dizer aqui, é que fortalecemos (e muito) nossos filhos ao abençoa-los para ir para vida (nada de gestos mecânicos, frases prontas, sinta no coração). Que eles possam seguir em paz, fortes e com o “melhor que pudemos lhes dar”.
Mas foi o insuficiente? Terá que ser. Foi o melhor que pudemos dar. E com o que demos, ele poderá (e deverá) fazer por si e ampliar/melhorar o que recebeu.
Então.. diga à eles que são livres para ir. E que recebem sua benção para fazer algo melhor. Que você os ama. E é muito feliz por ter lhes dado a vida.
#Fatos
Um fato é um fato. E isso não se discute, correto? Exato.
Nossos filhos vão crescer. E ninguém poderá mudar isso. E nem o fato de que você sempre será pai ou mãe do seu filho. E que vai estar sempre lá quando for necessário. E “quando” você “puder” e sentir que precisa. Acredite no trabalho que você fez. Confia! Em você e neles. Eles são capazes.
Ah! E isso não precisa ser dito. Já deveria estar implícito em você e nos seus filhos.
Minha mudança de pensamento
Eu tive uma grande virada quando fui fazer a formação em Constelação familiar, muitos dos meus pensamentos e crenças mudaram.Essa nova informação mesmo, de me tornar desnecessário para o meu filho, foi uma verdadeira flechada nas minhas crenças!
E logo eu, tão dono da razão. O doutor sabe tudo.
Eu fui criado para ser o filho perfeito. O menino que os pais pudessem se orgulhar.
Para vocês entenderem melhor olha este exemplo: eu fiz faculdade longe da minha cidade natal (interior de São Paulo) e voltei no dia seguinte de formado para casa dos meus pais. Eu contava os dias, as horas, os anos. Eu só queria estar com eles. Ninguém mais me servia.
Então me casei, tive filho e segui os moldes da criação que aprendi com meus pais.
Anos depois de superar alguns processos de depressão.Quando iniciei minha trajetória como terapeuta, eu recebi, digeri (mexeu muito comigo) e assimilei a informação de que teria que ser desnecessário para o meu filho, eu vi o quanto eu estava infeliz, pois era incapaz de seguir a minha vida longe dos meus pais ou do que eles esperavam de mim. Viver a vida da maneira que eu desejava. Estava preso ao mundo dos meus pais.
Não é que era ruim ou que existisse algo errado, mas eu queria e podia evoluir e não estava fazendo nada com o que recebi. Foi um processo longo. Com muita reflexão. Para só depois aceitar. E foi só depois de formado no curso de formação em constelação familiar, que eu mudei meu jeito de pensar, ser e agir.
Nas minhas crenças antigas eu me portava como um pai coruja (babão), que não permitia que meu filho se quer pensasse, pois eu já fazia por ele. Como se eu o achasse incapaz de fazer sozinho. Essa consciência me trouxe muita tristeza e posteriormente força, pois eu percebi que podia mudar, evoluir.
Por anos eu fui o pai que se imaginava ao lado do filho para sempre. Entrando na igreja com ele para se casar. No dia da sua formatura. Saindo com os amigos dele. Viajando juntos pelo mundo. E em tantas outras situações.
Foi durante o curso que eu percebi que a maneira que estava criando meu filho era exatamente a maneira que meus pais fizeram comigo e que me sentia prisioneiro.
E olha que eles me deram muitas coisas boas. Me ensinaram bons valores. Me deram excelente formação educacional. Nutriram-me com seu amor (muitas vezes em excesso). Me davam liberdade para ir, mas era eu quem estava preso ao mundo deles.
Consciente, resolvi mudar. E eu tinha o que era necessário para recomeçar a pensar diferente e principalmente, fazer diferente.
Aceitei tudo que recebi dos meus pais com muita gratidão. Eles fizeram o melhor que puderam, da maneira que eles acreditavam que era o correto e com os conhecimentos que estavam disponíveis à eles.
Hoje, eu ainda estou em processo de mudança (Sempre estarei em evolução. Espero!). Sofro com muitas posturas que tenho que tomar como adulto e como pai. Mas entendo que estou fazendo o melhor para mim e para o meu filho.
E como diz o ditado: “eu estou criando meu filho para o mundo”. Agora sinto assim.
“Nós devemos criar nossos filhos para o mundo”
Finalizando
Não tem tem fim. É só o começo minha amiga(o).
Cada um é diferente do outro. É assim que olhamos através da Constelação, sem julgamentos. Nós olhamos para cada pessoa como uma parte do todo. Quem você é, de onde veio, o ambiente em que vive, as suas crenças. Olhamos tudo. Todos. Eu VEJO você. Da maneira como você é, e te aceito assim. Sem julgamentos.
Mas a minha missão com este texto é informar e compartilhar este olhar de que não somos eternos. E temos que dar aos nossos filhos condições ideais de sobrevivência, liberdade de escolhas e segurança para seguir o seu destino rumo ao futuro. Seu futuro.
Não existe fórmula mágica ou um único caminho a seguir. Se o que eu coloco aqui, fizer sentido para você como fez para mim, mude! Permita-se pensar diferente do que te ensinaram e você acreditou a via toda. Permita-se agir diferente. No futuro, seus filhos podem até te agradecer, pois pensando e agindo assim, eles ganham a liberdade de poder fazer diferente. De serem diferentes. De serem felizes.
Não julgue. Só abra a sua mente. Permita-se olhar e refletir por este novo ponto de vista. Valide se faz sentido para você. Se não fizer, está tudo bem também, seus filhos vão crescer do mesmo jeito. De uma maneira ou de outra. Mas faça aquilo que você tem convicção que é o seu melhor como pais.
Grande abraço.
Tiko Santos
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Uma existência em sofrimento é um convite à abreviação. Existir e não ser pleno, não se sentir no caminho é estar fora da rota. É rumar para um lugar desconhecido que possa abreviar este sofrimento.
Por quanto tempo você pode viver se sua vida for um constante sofrimento? Por isso é um convite à abreviação. Pois seu corpo vai adoecer querendo lhe passar a mensagem que tem algo de errado acontecendo. Os hormônios gerados por tais emoções (cortisol, corticotrofina, estrogênio, progesterona, T4) podem desencadear uma tristeza extensa, dificultando a comunicação cerebral.
Já a falta de hormônios do bem estar, como a serotonina, que é um neurotransmissor, é uma porta aberta para a depressão.
E eu não sou lá entendido em biologia para falar profundamente sobre o assunto, mas por quanto tempo um corpo pode viver assim?
O que acontece, e observamos nas constelações familiares, é que muito dos sentimentos que carregamos tem origem nos nossos ancestrais e são parte do que herdamos. É como se uma batata-quente invisível fosse passada de geração em geração até que alguém se prontifique a resolver.
E algo precisa ser dito: nós somos muito fiéis aos nossos antepassados e às batatas-quentes que precisamos superar.
E muitas vezes, ao longo da nossa caminhada, a gente simplesmente desiste. Então o problema/dificuldade volta e fica esperando outra geração para se manifestar.
LIBERANDO A BATATA-QUENTE
Resolver esta “Batata Quente Herdada” é libertador não só para quem o faz, mas para todos que pertecem aquele sistema. E até para àqueles que vieram antes de nós.
Seus pais que também vivenciaram este mesmo problema e não conseguiram superá-lo se encherão de orgulho ao vê-lo superar tal herança. E todos que vierem após você não mais precisarão viver com aquela dificuldade.
Todos nós podemos ocupar o lugar da solução. Conflitar e resolver esse problema, essa esperança, ou como quiserem definir. Mas se nada fazemos, nada conseguimos. Seremos apenas mais uma vítima.
Resolvendo este conflito nós desobrigamos o sistema a ter que lhe dar com ele novamente. Podemos ressignificar, entender, aceitar, honrar, incluir, acolher. Podemos solucionar.
COMO?
Mas como podemos fazer isso? Bom… primeiramente identificando, tomando consciência de tal problema. Então cabe a nós aceitar. Aceitar que isto já está a várias gerações em nossas vidas. Aceitar tudo aquilo que gerou de positivo e negativo. Apreender. Tirar lições do que aquilo trouxe de bom (sempre tem algo de bom). E superar, abrir mão.
Ter consciência das nossas dificuldades nos permite AGIR! Tomar decisões melhores e mais sábias. E a Constelação Familiar é maravilhosa neste sentido: identificar, ressignificar e desidentificar.
Tudo isso para poder superar e libertar você, os que vieram antes de você e os que virão após você. Seja o agente que faz a diferença para o seu sistema.
Gostou? Veja mais sobre o assunto no meu canal do YouTube.
Olá, todas as quartas-feiras você é meu convidado para fazer parte do Grupo de Constelação Sistêmica.
Venha conhecer um pouco mais sobre o que a constelação pode fazer por você e sua família! Sim… você e sua família, porque todas às vezes que alguém do seu sistema muda, todos mudam!
É mais ou menos como uma teia de aranha. Não é possível interferir em qualquer fio sem mexer em toda a estrutura.
As vezes eu me deparo com cenas assim. Uma completa inversão de valores: de pais na função de filhos e filhos na função de pais. Pais que se anulam para que os filhos tenham voz.
São filhos que se sentem superiores aos seus pais, achando que podem julgá-los. E isso não é algo saudável.
Quando os filhos começam a fazer isso criam um problema sério. Porquê primeiramente fere a questão da hierarquia, criando um desequilíbrio no sistema.
E como resolver essa questão? Primeiramente se tornando adulto e cuidando da sua própria criança. Para que os filhos olhem para seus pais como adultos saudáveis. Em que possam confiar e se inspirar.
“Querida mamãe. Você é uma mulher completamente normal. Como outras mulheres, milhões de mulheres também, e eu a amo como uma mulher totalmente comum. E porque você foi uma mulher totalmente comum, você amou o meu pai, e ele também foi muito normal, e assim vocês se juntaram como homem e mulher. Se amaram como homem e mulher. Como muitos milhões de homens e mulheres. E eu fui gerado através do amor de vocês. Como fruto do vosso amor. Um amor muito comum. Como um homem e uma mulher se amam.
Então vocês esperaram por mim com esperança e também com um certo medo… se ia dar tudo certo. E aí eu nasci, através da dor. Como outras mulheres também têm os seus filhos. Como a natureza prescreveu.
Então, eu nasci, e vocês olharam para mim e ficaram admirados. É esse o nosso filho? Então vocês se olharam nos olhos e disseram: ‘Sim, é o nosso filho, e nós somos os pais dele’. E vocês me deram o vosso nome, e disseram para todas as pessoas: ‘Esse é o nosso filho. Ele nos pertence’.
Então vocês cuidaram de mim por muitos e muitos anos. Vocês sempre ficaram a pensar como eu estaria e também o que eu estaria a precisar e então vocês lá estavam para mim. Como muitos outros milhões de pais estão para os seus filhos.
E, depois, como vocês eram tão comuns, vocês cometeram erros e algumas coisas causaram-me dor. Mas, porque vocês cometeram erros, eu pude crescer. Pude tornar-me como vocês. Eu agradeço-vos que vocês tenham sido tão comuns e dessa forma eu vos amo. Do jeito como vocês foram. Do jeito que vocês foram, vocês foram os pais ideais para mim.
E agora, querida mamãe, eu preciso dizer-lhe uma coisa muito importante. Eu a liberto de todas as minhas expectativas. Que ultrapassa tudo aquilo que possa ser esperado de uma mãe. Ninguém fez mais por mim do que você. E foi muito mais do que o necessário. E assim eu a amo. Bem comum. Querida mamãe.”
Quer saber mais um pouquinho sobre constelação sistêmica individual, suas leis e ordens? Abaixo preparei um texto rico em informações.
Quer conhecer um pouquinho da Constelação, eis aqui um formato maravilhoso.
Imagine olhar para sua vida sob novos pontos de vista e não só aquele olhar pré concebido que você fez de você mesmo. Cheio de achismos e perfis cheios de máscara para sermos aceitos pelo outro.
E se depois de uma sessão você pudesse encontrar o seu verdadeiro EU e pudesse caminhar com ELE sem julgamentos. Aceitando quem realmente é e todos que vieram antes de você.
Esta é a “mágica” da constelação, conseguir olhar para o próprio sistema e tudo que ali existe: bom e mau. Sem julgamentos.
Olhar para os seus pais, irmãos, companheiros e entender o papel da cada um na sua vida.
Quando o alemão Bert Hellinger criou a Constelação Familiar ele descobriu, observou e validou as “Ordens do Amor”.
São leis ocultas que regem a nossa vida. Essas leis têm o potencial de influenciar tanto a vida individual das pessoas quanto também um sistema familiar inteiro.
O não cumprimento dessas leis é um dos fatores que pode desencadear desequilíbrios e emaranhamentos no sistema familiar. E assim, ocasionar problemas afetivos, de relacionamento familiar ou profissional, financeiros, fobias, doenças e até tendências suicidas.
Lei do pertencimento
Todo indivíduo tem a necessidade e o direito de pertencer. Igual acontece aos animais na natureza. Sendo assim, ao nascer, uma pessoa precisa se sentir parte de um sistema familiar ou institucional e ter sua posição reconhecida e valorizada. Uma função definida dentro daquela família. Inclusive, se algum membro da família cometeu algum ato considerado moralmente errado, como um assassinato, roubo, incesto, abuso sexual. Pois, quando isso acontece, é comum que as pessoas da família prefiram esconder e esquecer o assunto. Fazendo de conta que aquele indivíduo não faça mais parte da família.
Ao afastar uma pessoa pertencente da família e de certa forma excluí-la pode gerar problemas nas próximas gerações. Isso pode levar os novos membros do grupo a se identificarem, por fidelidade, ao membro excluído de forma inconsciente.
Isso também é válido para natimortos (abortos causados ou ocorridos) ou mortos (acidente, guerras, assassinatos). É preciso incluir aquela vida, para que os sucessores da família não tomem o lugar daquela pessoa.
Outro exemplo que vale citar são os amores mal resolvidos do passado. Um homem se relaciona com uma mulher mas se casa com outra e a filha passa a se identificar com o antigo relacionamento. Isso pode gerar um desequilíbrio, podendo levar filha e pai a terem um relacionamento conturbado sem qualquer explicação aparente. Pode-se não lembra mais o que aconteceu no passado mas não deixa de existir.
Segundo o livro “Ordens do Amor” escrito por Bert Hellinger, “quando alguma pessoa é excluída seu destino é inconscientemente assumido por membros subsequentes da família”.
A solução para solucionar o conflito seria integrar novamente à família a pessoa que foi excluída, pois essa aceitação possibilita que a injustiça seja compensada e os destinos não precisam mais ser repetidos gerando harmonia e equilíbrio.
Lei da Hierarquia ou Ordem
A lei da ordem mostra que além de pertencer, aqueles que vieram antes (primeiro) em algum sistema (família ou empresa) tem precedência sobre aqueles que vieram depois. Cada individuo do sistema tem o seu lugar.
A quebra dessa lei causa pressão ao sistema, que busca restaurar o lugar de cada membro dentro do grupo.
Esta lei enfatiza que os pais tem precedência sobre os filhos. Que relacionamentos anteriores devem ser respeitados e ocupar um lugar de respeito na história de cada cônjuge, para que os filhos não se identifiquem.
Filhos mais velhos também tem precedência sobre os mais novos, porém estes recebem mais.
Filhos devem ocupar o lugar de filhos e não o lugar dos pais. Pais com comportamento infantilizados dão lugar aos seus filhos, criando desordem e desequilíbrio, gerando crianças ansiosas que carregam uma carga emocional que não lhes pertencem.
Honrar os que vieram antes de nós (antepassados) e reconhecer o lugar de cada um no sistema, mantém o sistema forte e equilibrado.
Lei do equilíbrio
Esta lei fala das trocas igualitárias entre o dar e o tomar das pessoas pertencentes ao sistema e fora dele.
Se uma pessoa só toma (recebe) e a outra somente dá, surge o desequilíbrio. Isso é muito comum dentro de relacionamentos afetivos em que um dos envolvidos se doa mais que o outro.
Mesmo a doação por amor traz com ela consequências negativas, criando um sistema de co-dependência e diminuindo o outro dessa maneira. Quem doou em excesso acaba buscando este equilíbrio fora do sistema atual, o que pode ocasionar uma traição.
Porém, quem recebe demais e não consegue equilibrar, se sente culpada e cria meios de sair daquela relação pode até “atacar” a pessoa que doa em excesso para diminuí-la e assim equilibrar as coisas. Abandonar a própria vida em virtude de outro (parceiro, filho, emprego) também desequilibra o sistema.
Assim os membros desse sistema serão pressionados até que o equilíbrio nas trocas seja restabelecido.
Em um sistema familiar saudável um pai é pai, mãe é mãe e filho é filho. Estas colocações podem parecer estranhas, mas constantemente existem inversões nas famílias brasileiras, como filhos que querem ser maiores que os pais, mães e pais que se colocam como melhores amigos dos filhos ou namoradinhos destes, pais infantilizados que se deixam cuidar pelos filhos.
Estas inversões das funções dentro da família traz desequilíbrio e desarmonia. E uma série de emaranhados (problemas) decorrentes destas situações. Um pai não pode ser o namoradinho da filha. Esta, quando virar uma mulher que padrão de homem vai buscar para companheiro? Será que algum homem estará a altura do pai para esta mulher? E o mesmo se dá entre filho e mãe.
São dinâmicas assim que nos levam a vida de sofrimento e padrões de não aceitação. Nós precisamos manter as ordens do sistema para que este seja saudável.
Criar nossos filhos para vida, para construirem famílias ainda mais saudáveis que as nossas e assim poderemos deixar uma mundo melhor para todos.
Empresas Familiares
As empresas familiares também apresentam este problema. O respeito a hierarquia do sistema organizacional pode determinar uma empresa saudável ou um sistema doentio que não prospera. E constantemente vemos inversões. Filhos querendo mandar mais que os pais sem serem autorizados por estes. Filhos mais novos assumindo hierarquias dos mais velhos e várias outras situações.
Quer entender mais sobre um sistema familiar saudável, avaliar e colocar ordem no seu sistema? É só marcar um horário e vamos olhar o seu sistema com carinho, sob um ponto de vista muito mais amplo.
Para marcar é só ligar ou enviar uma mensagem no WhatsApp 018 99665-9246.
Os atendimentos são presenciais em Birigui e Araçatuba (SP) ou por vídeo conferência onde quer que você esteja e possua internet, com a mesma efetividade.
Seus relacionamentos são bons? Ou vocês vivem em brigas, com cada um olhando para objetivos diferentes?
E se eu dissesse que existe uma técnica terapêutica que pode demonstrar os padrões das dinâmicas existentes no seu relacionamento atual ou no padrão de relacionamentos que você costuma buscar.
Está cansada de bater cabeça, sempre quebrando a cara com as pessoas erradas?
Na verdade, isso é um padrão que provavelmente você desenvolveu na sua primeira infância e está embutido no seu jeito de ser, agir, procurar e encontrar.
Ah! Responde aí: quantos caras bonzinhos, certinhos, perfeitinhos se aproximaram de você e você nem se quer conseguiu olhar para eles dizendo que não eram o seu perfil de pessoa ou que era melhor manter distância para não magoar o coitado???
A notícia boa é que tudo isso tem grandes possibilidades de melhorar!
Constelação Sistêmica
Através das dinâmicas da Constelação é possível compreender e aprender os emaranhados que nos acompanham.
Nós inconscientemente seguimos leis naturais que foram estudas e mapeadas. São padrões de comportamento que seguimos e nem se quer nos damos conta! Então, quando você busca um parceiro, só 5% deste comportamento é consciente.
Ãhn!!! Como assim?
Verdade, 95% das nossas ações são pautadas por nosso subconsciente. Que seguem essas tais leis naturais que eu falei acima. Geração em geração, nós acabamos seguindo os mesmos padrões implícitos vividos por nossos pais (na verdade era para ser ancestrais, mas você vai ficar mais impressionado ainda).
São heranças não explícitas que nos acompanham até no nosso DNA. Repare, qual é o modelo de mundo que te deixaria segura? E eu não estou falando de certo ou errado… Estou falando de um padrão que você já está acostumada (mesmo que fosse de guerra) e que te deixaria confortável. Como era o relacionamento dos seus pais?
Bom… é por aí que podemos navegar! Encontrar onde estão as raízes destes padrões. O simples ato de você conseguir visualizar a origem dos seus problemas já te abrirão uma infinidade de possibilidades. E até mudar os tais padrões.
Mas eu vou avisando, hein! A ignorância é uma benção. Muita gente adora viver nela, porquê é bem confortável não ter que encarar os problemas e emaranhados da nossa vida.
E ae… vamos constelar? e olhar para isso com mais atenção?
Entre em contato comigo e vamos marcar uma constelação para você entender um pouco mais dos sistemas que você vivencia.
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